Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,75 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,66 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,19 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 166,57 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 173,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 185,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 195,54 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 159,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 177,59 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,12 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,17 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,38 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.095,19 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,82 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 162,93 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 150,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,05 / cx
Saúde Animal

Leia na SI: PAN-BR AGRO – Ofensiva nacional contra a resistência antimicrobiana 

Com foco na harmonização de políticas públicas e parcerias estratégicas, a 2ª Etapa do PAN-BR AGRO intensifica a luta contra a resistência antimicrobiana no segundo quinquênio de 2023-2027, mantendo o conceito de Saúde Única como guia

Compartilhar essa notícia
Leia na SI: PAN-BR AGRO – Ofensiva nacional contra a resistência antimicrobiana 

No mundo invisível aos nossos olhos, os microrganismos travam intensas batalhas. Bactérias, vírus e parasitas, que antes eram controlados pela ação medicamentosa, agora se mostram grandes adversários, desafiando a eficácia dos tratamentos e demonstrando maior resistência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a capacidade desses microrganismos se adaptarem quando expostos a antimicrobianos, tornando esses medicamentos menos eficazes, denomina-se resistência antimicrobiana (AMR, do inglês Antimicrobial Resistance). 

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention – CDC) dos Estados Unidos, ocorrem mais de 2,8 milhões de infecções resistentes a antibióticos no país a cada ano, resultando em mais de 35 mil mortes. Na União Europeia, a AMR é responsável por cerca de 33 mil mortes anuais, com custo estimado de 1,5 bilhão de euros em despesas com saúde e perda de produtividade. O cenário reflete o impacto da resistência antimicrobiana como problema de saúde pública global, sendo abordada pela OMS como uma questão central em sua estratégia de “Saúde Única”, a qual considera a interdependência entre a saúde de seres humanos, animais e meio ambiente.

A disseminação da resistência antimicrobiana é multifatorial incluindo o uso inadequado de antimicrobianos em humanos e animais, a automedicação, o descarte inadequado de medicamentos e o uso excessivo de antimicrobianos na produção. Ao longo dos últimos anos, esse tema vem ganhando destaque também na agenda nacional, culminando no Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Saúde Única – PAN-BR.

PAN-BR AGRO: uma rota de esperança

O PAN-BR AGRO, ou Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da Agropecuária, foi desenvolvido como parte do PAN-BR, buscando construir uma resposta coordenada para enfrentar a resistência antimicrobiana no Brasil. A primeira etapa, que ocorreu entre 2018 e 2022, mostrou-se promissora, alcançando avanços significativos.

“Para saber as perspectivas futuras, é necessário conhecer a situação atual”, afirma a auditora fiscal federal agropecuária Mirela Janice Eidt. “Por isso, um dos principais avanços obtidos durante a 1ª Etapa do PAN-BR AGRO foi a elaboração e a implementação do Programa de Vigilância e Monitoramento da Resistência aos Antimicrobianos no âmbito da agropecuária, para que tenhamos um diagnóstico situacional que defina as estratégias a serem adotadas e a tomada de decisão Mirela destaca que o Programa representou um marco ao fornecer dados cruciais sobre a resistência antimicrobiana em alimentos de origem animal, subsidiando o desenvolvimento de políticas e ações de prevenção.

Dentre as ações da primeira etapa, Mirela enfatiza a relevância dos Guias de Uso Racional de Antimicrobianos para Cães e Gatos, e para a Avicultura de Postura. “Esses guias capacitaram profissionais e produtores para a aplicação mais consciente e responsável desses medicamentos”. Além disso, destaca as parcerias com instituições públicas e privadas, a participação em eventos nacionais e internacionais, e a promoção de ações durante a Semana Mundial de Conscientização sobre o Uso de Antimicrobianos.

A 2ª Etapa do PAN-BR AGRO (2º quinquênio de 2023-2027) buscará continuar harmonizando as políticas públicas nacionais com as recomendações e exigências internacionais sobre resistência antimicrobiana, promovendo o fortalecimento das relações institucionais com os principais atores públicos e privados, sempre considerando o conceito de Saúde Única.

“A conscientização é essencial”, ressalta Mirela, “por isso a segunda etapa concentrará esforços em estratégias de comunicação e educação em saúde, visando aumentar a conscientização sobre a resistência antimicrobiana entre profissionais de saúde, gestores na área, setor regulado e sociedade em geral”. Ela destaca ainda que a formação e a capacitação de profissionais e gestores na área de saúde animal serão aprimoradas para proporcionar uma prestação de assistência técnica mais qualificada, beneficiando os produtores brasileiros com o acesso a profissionais mais capacitados.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) fomentará a adoção de boas práticas agropecuárias para reduzir a necessidade do uso de antimicrobianos, enquanto o conhecimento científico sobre resistência antimicrobiana será fortalecido e ampliado por meio de vigilância e pesquisa. As principais ações específicas da 2ª Etapa do PAN-BR AGRO estão alinhadas a cinco objetivos estratégicos, refletindo o compromisso em enfrentar o desafio da resistência antimicrobiana e garantir a saúde humana, animal e a sustentabilidade do sistema de saúde global.

Assuntos Relacionados
boletimSIsaúde animalsuinoculturasuinos
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 69,75
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 120,66
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 127,27
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,19
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,91
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,60
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,51
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,74
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 166,57
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 173,38
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 185,09
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 195,54
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 159,04
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 177,59
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,12
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,17
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.182,38
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.095,19
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 181,82
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 162,93
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 150,92
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 167,05
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341