O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Manuel Palácios, afirmou que as questões do Enem foram elaboradas por professores universitários selecionados por critérios públicos e basearam-se em textos de circulação ampla na sociedade.
Inep afirma que não há motivos para anular questões do Enem 2023 relacionadas ao agronegócio

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Manuel Palácios, afirmou que não há motivos para anular as três questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 que foram criticadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e outras entidades do agronegócio.
As questões em questão (89, 70 e 71) abordavam temas relacionados ao agronegócio e desmatamento e foram consideradas por essas entidades como tendo “cunho ideológico e sem critério científico ou acadêmico”.
Palácios defendeu a decisão de não anular as questões, argumentando que foram elaboradas por professores universitários selecionados por critérios públicos e que se basearam em textos de ampla circulação na sociedade brasileira. Ele enfatizou que a anulação de uma questão ocorre apenas se o item não tiver uma resposta correta bem construída ou se não produzir informações relacionadas efetivamente à habilidade avaliada.
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O Enem é uma das principais formas de acesso ao ensino superior no Brasil, e suas questões muitas vezes abordam temas atuais e relevantes. A polêmica em torno dessas questões destaca a sensibilidade de alguns temas, especialmente quando relacionados a setores econômicos importantes, como o agronegócio.























