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Reino Unido atualiza estratégia sanitária para proteger suinocultura contra surtos de peste suína

Plano do Defra amplia vigilância, flexibiliza regras de movimentação e busca reduzir impactos ao produtor sem comprometer o controle da doença

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Reino Unido atualiza estratégia sanitária para proteger suinocultura contra surtos de peste suína

O Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) anunciou uma atualização na estratégia de controle da peste suína clássica, com o objetivo de reforçar a proteção dos criadores e da indústria diante de um eventual surto da doença. A nova abordagem, baseada em avaliação de risco, busca garantir uma resposta mais eficiente, ao mesmo tempo em que evita restrições generalizadas que possam comprometer a atividade produtiva.

Segundo o Defra, a estratégia incorpora evidências científicas e veterinárias recentes e segue práticas internacionais. Entre as mudanças, está a criação de zonas restritas adicionais, classificadas como 1, 2 e 3, que poderão ser aplicadas conforme a evolução do cenário sanitário. A medida pretende evitar bloqueios amplos na movimentação de animais e produtos, reduzindo problemas como a superlotação nas propriedades e permitindo a continuidade das operações.

O plano foi desenvolvido em parceria com os governos da Escócia e do País de Gales e prevê o reforço da vigilância sanitária. Inspetores veterinários passarão a realizar visitas em áreas sob controle para verificar o cumprimento das normas, enquanto a ampliação dos testes permitirá a detecção mais rápida de possíveis infecções. A expectativa é que essas ações aumentem a confiança na ausência da doença e possibilitem a retirada mais ágil das restrições.

Outro ponto central da atualização é a ampliação do licenciamento de movimentação baseado em risco. Com supervisão veterinária, será possível deslocar suínos dentro das zonas restritas por razões de bem-estar ou para manter o ciclo produtivo, evitando prejuízos e garantindo condições adequadas de criação.

A ministra da Biossegurança, Baronesa Hayman, destacou que a estratégia reflete o compromisso do governo com o setor. “Esta estratégia atualizada reflete o nosso compromisso de trabalhar em parceria com os agricultores e com a indústria suína em geral para gerir eficazmente os riscos de doenças e proteger um setor que movimenta mais de 8 mil milhões de libras”, afirmou. Segundo ela, as mudanças devem reduzir pressões desnecessárias sobre os produtores e assegurar uma resposta rápida a possíveis surtos.

A veterinária-chefe do Reino Unido, Christine Middlemiss, reforçou que o país busca estar mais preparado para enfrentar tanto a peste suína africana quanto a clássica. “Nossa estratégia atualizada garantirá que estejamos mais bem preparados do que nunca para responder de forma rápida e eficaz a um possível surto”, disse. Ela acrescentou que o reforço na vigilância e a flexibilização nas licenças de movimentação devem contribuir para a detecção precoce de doenças e a proteção do rebanho, mantendo as atividades agrícolas essenciais.

O plano também traz ajustes em medidas como a proibição nacional de circulação, que passa a ter critérios mais claros para aplicação e suspensão, além de maior flexibilidade no controle da carne, permitindo que produtos de zonas restritas possam continuar viáveis sob condições específicas. Foram incluídas ainda orientações detalhadas sobre limpeza e desinfecção, com foco no retorno seguro das atividades após um eventual surto.

Outra mudança relevante é a revisão do período mínimo das zonas de controle. Em alguns casos, o prazo pode ser reduzido para 15 dias após os procedimentos iniciais de limpeza e desinfecção, desde que os resultados da vigilância sejam satisfatórios. A expectativa é aliviar a pressão sobre o bem-estar animal sem comprometer a segurança sanitária.

A atualização também fortalece a capacidade do Reino Unido de aplicar o princípio da regionalização, permitindo que áreas livres da doença continuem exportando mesmo durante um surto localizado. Atualmente, o risco de entrada da peste suína africana por meio de animais vivos e produtos de origem animal provenientes de países afetados é considerado médio, enquanto o risco associado ao transporte desses produtos por viajantes é classificado como alto, segundo o próprio Defra.

Fonte: Pig-world

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