Entre os protagonistas da ceia, como lombo, pernil e paleta, a carne suína desempenha um papel significativo, carregando consigo séculos de superstição e práticas culturais
Por que a carne suína é uma tradição das festividades de fim de ano?

Nas festividades de fim de ano, a presença de pratos à base de carne suína é uma tradição enraizada em muitos lares brasileiros. Entre os protagonistas da ceia, como lombo, pernil e paleta, a carne suína desempenha um papel significativo, carregando consigo séculos de superstição e práticas culturais.
Mas por que essa tradição é tão arraigada?
De acordo com a crença popular brasileira, comer carne suína nas celebrações de final de ano simboliza progresso e é tido como um convite à sorte e prosperidade para o novo ano que se inicia. A Sociedade da Carne, em artigo, aborda a superstição que envolve o consumo de carne de porco durante a virada do ano. Segundo essa tradição, que se acredita ter origens na China, o porco é considerado um animal que atrai prosperidade. A explicação reside na peculiaridade do porco “fuçar para a frente”, simbolizando avanço e progresso.
O consumo tem origem em práticas antigas, como as festas hebraicas em que o pernil de cordeiro assado era apreciado. No contexto brasileiro, o pernil suíno se tornou a escolha preferida para as ceias festivas.
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Mas e o tender, quando entrou em cena?
O Tender não era uma presença comum nas ceias brasileiras até a década de 1920, conforme explica a Frimesa, em artigo. Sua origem remonta aos Estados Unidos, onde é conhecido como “glazed ham” (presunto glaceado). Essa tradição foi introduzida no Brasil pelo frigorífico Wilson, que, embora não exista mais, deixou sua marca na culinária festiva brasileira. O nome “Tender” tem origem na expressão “tender made”, que significa “feito com carinho” em português, impressa nas embalagens de papel da época.
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