Suinocultores Buscam Saídas Após Enchentes no RS

Em 1982, a família de Vernei Kunz, produtor rural de Travesseiro, RS, iniciou um projeto de criação de suínos. Os galpões foram construídos em uma área indicada pela avó de Kunz, considerada segura contra enchentes. No entanto, no dia 1º de maio de 2024, a enchente do rio Forqueta destruiu todos os galpões e a área de criação de suínos da família, causando a morte de mais de 4 mil animais.
Detalhes da Tragédia:
- Prejuízo: R$ 15 milhões
- Animais Perdidos: Mais de 4 mil, incluindo 3.500 leitões
- Sobreviventes: Apenas 700 das 1.300 matrizes
Decisão da Família Kunz:
Após quase três meses, a família decidiu abandonar a suinocultura e planeja limpar os escombros para plantar milho e soja. A área ficou inviável para instalações com suínos devido aos riscos de inundação e deslizamento.
Impacto das Enchentes:
- Prejuízo Total no Estado: R$ 80 milhões, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul (Sips)
- Danos: Quase 15 mil suínos mortos e 932 criações afetadas, de acordo com a Emater-RS
Situação em Cruzeiro do Sul:
Em Cruzeiro do Sul, à beira do rio Taquari, o suinocultor Paulo Schneider também viveu momentos de terror durante a enchente. Enquanto a família Kunz opta por abandonar a atividade, muitos suinocultores ainda buscam formas de recomeçar, enfrentando desafios significativos.
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