Análise econômica Suinocultura: preços disparam e exportações recordes alimentam expectativas positivas

O mercado da suinocultura brasileiro está em polvorosa nesta semana. Uma combinação de fatores, incluindo a redução da oferta de animais em peso ideal para abate e o aquecimento da demanda, tanto no mercado interno quanto externo, tem impulsionado uma valorização significativa dos preços dos produtos suinícolas. Este cenário de alta anima produtores e indústrias, que veem no momento uma oportunidade de crescimento e rentabilidade.
Este boletim econômico, elaborado com base em dados do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas Aplicadas (Cepea), visa radiografar o cenário atual da suinocultura, detalhando os preços da semana, o comparativo semanal, as perspectivas para o futuro e os principais fatores que influenciam o mercado.




Comparativo semanal:
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- Variação generalizada de alta: Todas as regiões acompanhadas pelo Cepea apresentaram variação positiva nos preços do suíno vivo nesta semana.
- Destaque para o Paraná: O estado do Paraná se destacou com a maior alta no preço do suíno vivo, atingindo 10% de aumento em relação à semana anterior.
- Alta acima da média em SP e MG: Os estados de São Paulo e Minas Gerais também registraram aumentos significativos, ambos com 8% de alta, superando a média nacional.
- Variação uniforme nos demais estados: Os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram variações positivas mais modestas, porém ainda relevantes, com 8% de aumento em ambos os estados.
Perspectivas:
O mercado da suinocultura deve continuar aquecido nas próximas semanas, impulsionado pela robusta demanda interna e pelas exportações em níveis recordes, com a média diária de carne suína in natura exportada em fevereiro superando em 57,8% os números de janeiro e em 42% os do mesmo período do ano passado, conforme dados da Secex. No entanto, o setor deve monitorar atentamente a evolução da oferta de animais para abate, pois um aumento na disponibilidade pode exercer pressão de baixa sobre os preços.
Fatores que influenciam o mercado:
- Redução da oferta de animais: A menor disponibilidade de suínos em peso ideal para abate tem impulsionado a alta dos preços.
- Aquecimento da demanda: Tanto o mercado interno quanto o externo estão demandando mais carne suína, contribuindo para o aumento dos preços.
- Exportações em alta: O bom desempenho das exportações, com volume diário recorde em fevereiro, reforça a demanda e sustenta os preços.
Aquicultura: preços em foco, produção crescente e perspectivas promissoras

O setor da aquicultura no Brasil está em constante evolução, com diversas regiões produtoras se destacando pela criação de diferentes espécies de pescado. Esta nota jornalística, com dados fornecidos pelo Cepea, oferece um panorama detalhado dos preços praticados em importantes polos de produção no dia 14 de fevereiro, além de abordar outros aspectos econômicos que moldam o futuro da aquicultura no país.

Análise dos preços:
- Disparidade regional: Os preços do pescado variam consideravelmente entre as regiões produtoras, refletindo uma série de fatores como custos de produção, demanda local, logística de distribuição e as espécies de peixe cultivadas em cada região.
- Destaque para o Norte do Paraná: A região do Norte do Paraná se destaca com o maior preço (R$ 8,82/kg), possivelmente influenciado pela alta demanda regional por pescado e pelos custos de transporte para outras regiões.
- Estabilidade nas demais regiões: As demais regiões apresentam preços mais estáveis, com valores entre R$ 7,48 e R$ 7,83/kg, sugerindo um mercado equilibrado e com menor volatilidade.
Perspectivas:
A aquicultura brasileira está em um momento de expansão, com um futuro promissor impulsionado pela crescente demanda por alimentos saudáveis e pela necessidade de alternativas à pesca extrativa. Os avanços tecnológicos, o foco na sustentabilidade e os investimentos no setor contribuem para o crescimento da atividade, gerando empregos e desenvolvimento regional. Apesar dos desafios, como a necessidade de aprimorar a gestão dos recursos hídricos e a infraestrutura, a aquicultura brasileira tem um grande potencial para se tornar um dos principais fornecedores de pescado do mundo, desde que continue investindo em inovação, sustentabilidade e na qualificação da mão de obra.
Fatores que influenciam o mercado:
- Demanda por alimentos saudáveis: A crescente conscientização da população sobre a importância de uma alimentação saudável tem impulsionado a demanda por pescado, beneficiando o setor da aquicultura.
- Restrições à pesca extrativa: A pesca extrativa enfrenta desafios relacionados à sustentabilidade dos estoques pesqueiros, o que abre espaço para o crescimento da aquicultura como alternativa de produção de pescado.
- Avanços tecnológicos: A aquicultura tem se beneficiado de avanços tecnológicos em áreas como genética, nutrição, manejo e sanidade, que permitem aumentar a produtividade e a eficiência da produção.
- Políticas públicas de apoio: O governo tem implementado políticas públicas de apoio à aquicultura, como linhas de crédito, programas de assistência técnica e incentivos fiscais, que contribuem para o desenvolvimento do setor.
Grãos: soja com liquidez em meio a expectativas, milho em alta e trigo sustentado

O mercado de grãos no Brasil apresenta um cenário dinâmico, com a colheita da soja avançando, os preços do milho em alta e o trigo sustentado pela entressafra e valorização externa. Esta nota jornalística, com dados fornecidos pelo Cepea, detalha os valores e as tendências de cada grão, além de destacar os fatores que influenciam o mercado.
Soja
A colheita de soja no Brasil está se intensificando, o que tem aumentado a liquidez no mercado spot. No entanto, os consumidores estão cautelosos, evitando comprar grandes volumes na expectativa de preços menores no próximo mês, devido à possível safra nacional recorde.
Na Argentina e no Paraguai, a colheita está avançando e indicando uma produção menor do que a prevista. A produção global de soja da safra 2024/25 foi revisada negativamente pelo USDA, devido aos impactos do déficit hídrico nesses países, que prejudicaram o desenvolvimento das lavouras.
Confira os valores da soja (20/02):
- Paranaguá: R$ 131,17
- Paraná: R$ 125,49
Milho
Os preços do milho continuam em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Os produtores estão voltados para a colheita da safra verão e preocupados com a semeadura da segunda safra, que pode ocorrer fora da janela ideal, atrasando a entrada dos lotes e reduzindo o potencial produtivo.
Os compradores tentam recompor seus estoques, mas encontram pedidas elevadas dos vendedores e baixa disponibilidade de fretes, devido à prioridade para o escoamento da soja.
- O valor do milho (20/02) é de R$ 83,62
Trigo
Os preços do trigo continuam avançando no mercado nacional. A sustentação vem do período de entressafra, da retração de vendedores que aguardam novas altas nas cotações e da valorização externa.
Esse cenário, aliado aos elevados volumes importados em meses anteriores e à dificuldade de repasse de novos reajustes positivos do trigo aos derivados, mantém baixa a liquidez doméstica.
No campo, a Conab estimou a área de 2025 em 2,1% menor que a anterior, mas a expectativa é de que a produtividade média nacional possa aumentar, gerando uma oferta 15,6% maior que a temporada anterior.
Confira os valores do trigo (20/02):
- Paraná: R$ 1.462,24
- Rio Grande do Sul: R$ 1.330,07
Perspectivas:
O mercado de grãos no Brasil está em um momento de dinamismo, com a colheita da soja avançando e elevando a liquidez, mas com consumidores cautelosos devido à expectativa de safra recorde. Na Argentina e no Paraguai, a produção de soja está menor que a prevista, impactando o mercado global. Os preços do milho continuam em alta, impulsionados pela colheita da safra verão e pela preocupação com a semeadura da segunda safra. O trigo, por sua vez, se mantém sustentado pelo período de entressafra e pela valorização externa, mas enfrenta baixa liquidez doméstica. No geral, o mercado de grãos está sujeito a diversos fatores, como clima, oferta e demanda, política econômica e o mercado internacional, exigindo atenção dos agentes do setor para tomar decisões estratégicas.
Fatores que influenciam o mercado:
- Clima: O clima é um fator crucial para a produção de grãos, e eventos climáticos adversos podem afetar a oferta e os preços.
- Oferta e demanda: A dinâmica entre oferta e demanda é fundamental para a formação dos preços. Aumento da oferta tende a pressionar os preços para baixo, enquanto o aumento da demanda pode elevar os preços.
- Política econômica: Políticas governamentais, como subsídios e tarifas, podem influenciar o mercado de grãos.
- Mercado internacional: Os preços dos grãos no mercado internacional também afetam o mercado brasileiro, especialmente para produtos como a soja, que são amplamente exportados.





















