Custo de nutrição animal desafia a rentabilidade da suinocultura brasileira

A maior produtividade, assim como uma boa estratégia em relação à estrutura de custos e práticas sustentáveis na granja, são condições necessárias para garantir a lucratividade em um mercado global cada vez mais exigente.
Dentro da estrutura de custos da suinocultura, o componente mais relevante é a nutrição animal, cujo peso é determinante para a rentabilidade final. Os principais ingredientes utilizados nas rações são milho e farelo de soja.
Por isso, o acompanhamento de variáveis como safra no Brasil e nos EUA, movimento das commodities agrícolas no mercado internacional e a oscilação do câmbio se tornam indispensáveis ao setor.
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O Peso dos Custos em Cenários Adversos
A combinação de alta oferta de suínos com preços elevados dos insumos da ração representa o pior dos cenários para a rentabilidade do produtor, como foi o caso do biênio 2021-2022. Nesses períodos, mesmo uma produção eficiente pode resultar em prejuízos relevantes, inviabilizando a operação de suinocultores menos estruturados.
A compreensão do ciclo da suinocultura, associada ao comportamento dos preços de milho e farelo de soja, exige leitura detalhada e constante. A conciliação entre esses dois movimentos – receita e custo – é complexa, mas essencial para que se mantenham margens operacionais em patamares sustentáveis ao longo do tempo.
Ajustes Produtivos como Resposta ao Mercado
Em momentos adversos, a resposta do setor produtivo ocorre por meio da redução de matrizes, queda no número de nascimentos e ajuste no peso médio dos animais. A retração planejada da oferta é uma ferramenta fundamental para tentar reequilibrar o mercado. Por outro lado, nos momentos de rentabilidade positiva, é natural o avanço de investimentos, tanto por integrados quanto independentes, levando ao aumento dos plantéis.
Essa alternância reforça a importância do planejamento, da análise diária e da boa leitura do mercado de grãos. Milho e farelo de soja têm seus próprios ciclos de volatilidade, influenciados por clima, política agrícola, demanda internacional, logística, taxa de câmbio, entre outros fatores. O suinocultor precisa compreender como cada uma dessas variáveis impacta seus custos – e quando elas representam riscos ou oportunidades.
Deste modo, os agentes da cadeia suinícola brasileira precisam estar constantemente atentos, munidos de dados atualizados e análises estratégicas. A sobrevivência e a competitividade no setor passam, cada vez mais, pelo acesso a informações técnicas de qualidade e por uma gestão eficiente dos custos de produção.
Fonte: Safras & Mercado





















