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Sanidade

Salto nos casos de Disenteria Suína exige resposta urgente de biossegurança em países da Europa

A disenteria suína salta para níveis alarmantes na Europa. Medidas de biossegurança são essenciais e urgentes

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Salto nos casos de Disenteria Suína exige resposta urgente de biossegurança em países da Europa

A suinocultura da Grã-Bretanha enfrenta um alerta sanitário crescente, à medida que dados oficiais do Painel de Vigilância Suína (APHA/SRUC) revelam um aumento alarmante nos casos confirmados de disenteria suína. A doença, causada pela bactéria Brachyspira hyodysenteriae, saltou de apenas oito diagnósticos confirmados em 2021 para 54 em 2024, demonstrando uma tendência de crescimento ano a ano. O Relatório de Doenças Significativas da AHDB corrobora o cenário, com 13 casos registrados em sete condados (incluindo a Escócia) até o início de novembro deste ano.

O caso mais recente, confirmado em 5 de novembro em uma granja de suínos em North Yorkshire (após testes em 24 de outubro), exigiu medidas drásticas de biocontenção, incluindo o abate completo do plantel seguido de limpeza e desinfecção. Para especialistas, o avanço da disenteria suína é um sintoma claro de falhas na biossegurança. Nigel Bennet, especialista da Roam Technology, alerta que essas fragilidades são um prenúncio de riscos maiores: “Todos sabemos que a Peste Suína Africana está batendo à nossa porta”.

Em resposta, o Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura (AHDB) relançou sua campanha “Caminhão Livre de Sujeira” (Dirty Truck Free), para reforçar a importância de veículos limpos acessando as propriedades e dar aos produtores a confiança para rejeitar os que não cumprem os padrões. Lauren Turner, da AHDB, destacou a necessidade de o setor superar o “estigma” de notificar a doença, para permitir uma ação conjunta mais eficaz. A AHDB também licenciou a ferramenta BioCheck, que será usada por veterinários para avaliar os pontos fracos da biossegurança em cada granja.

A veterinária Dra. Annie Davis, do The George Vet Group, adicionou outra camada de preocupação ao relatar um aumento nos casos subclínicos, onde os sinais clínicos são menos evidentes, como fezes moles em sistemas de piso ripado. “A única maneira de saber com o que você está lidando é testando”, afirmou, enfatizando que o diagnóstico rápido é vital. A Dra. Davis também ressaltou que a biossegurança interna (movimentação de suínos, compartilhamento de equipamentos) é tão crucial quanto a externa, e que o despovoamento parcial ou total pode ser a única saída quando a pressão da doença é muito alta.

Especialistas da Roam Technology recomendam um foco imediato nas seguintes medidas de biossegurança para proteger os plantéis suínos:

  • Protocolos rigorosos para visitantes e controle de veículos.
  • Higiene e tratamento da água potável, com desinfetantes eficazes como o Huwa-San TR-50.
  • Separação clara e rigorosa entre áreas “limpas” e “sujas”.
  • Implementação de sistemas “tudo dentro, tudo fora” (all-in, all-out).
  • Quarentena estrita para novos animais e controle de roedores e animais selvagens.

Referência: Pig World

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