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Salto nos casos de disenteria suína no Reino Unido expõe fragilidades na biosseguridade

O crescimento assustador de disenteria suína no Reino Unido revela fragilidades na biosseguridade agrícola. Saiba mais

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Salto nos casos de disenteria suína no Reino Unido expõe fragilidades na biosseguridade

A suinocultura britânica enfrenta um cenário de atenção redobrada com a escalada nos diagnósticos de disenteria suína, uma enfermidade bacteriana causada pela Brachyspira hyodysenteriae. Dados recentes do Painel de Vigilância de Suínos da APHA (Agência de Saúde Animal e Vegetal) e do Colégio Rural da Escócia revelam uma tendência preocupante: os casos confirmados saltaram de apenas oito em 2021 para 55 em 2024. O Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura (AHDB) corrobora o alerta, registrando focos ativos em diversos condados, o que mobilizou veterinários e especialistas a emitirem um chamado urgente para o reforço dos protocolos de biosseguridade nas granjas.

Para especialistas do setor, o avanço da disenteria funciona como um indicador crítico de falhas nas barreiras sanitárias que poderiam permitir a entrada de enfermidades ainda mais devastadoras. Nigel Bennet, da Roam Technology, alerta que a disseminação da bactéria evidencia brechas tanto dentro das unidades produtivas quanto no trânsito entre propriedades. “Todos sabemos que a Peste Suína Africana (PSA) está batendo à nossa porta. Esses dados mostram que já existem fragilidades na biosseguridade”, avalia Bennet, reforçando que proteger o status sanitário é também blindar a reputação e a rentabilidade da granja.

A resposta do setor envolve ações técnicas e culturais. A AHDB relançou a campanha “Caminhão Livre de Sujeira” para conscientizar produtores a recusarem veículos que não atendam aos padrões de higiene, além de disponibilizar a ferramenta BioCheck para auditorias de risco. Lauren Turner, cientista-chefe da entidade, destaca a necessidade de quebrar o estigma da notificação da doença para agilizar o controle. Paralelamente, a veterinária Annie Davies enfatiza que a biosseguridade interna é tão vital quanto a externa, recomendando atenção total à movimentação de lotes e protocolos de medicação.

Para mitigar os riscos, recomenda-se a adoção imediata de um pacote de medidas preventivas rigorosas:

  • Implementação de protocolos estritos para visitantes e controle de veículos na entrada da propriedade;
  • Garantia de abastecimento de água potável tratada e de qualidade;
  • Separação física clara entre áreas limpas e sujas (zonas de biossegurança);
  • Adoção do sistema “todos dentro, todos fora” (all-in/all-out) para quebra de ciclo de patógenos;
  • Controle efetivo de vetores (roedores e animais silvestres) e quarentena rigorosa para a introdução de novos animais no plantel suíno.
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