A Estratégia Nacional de Saúde Suína visa eliminar enfermidades endêmicas e melhorar a saúde suína nos Estados Unidos
EUA lançam “Estratégia Nacional de Saúde Suína” para unificar combate a doenças

Cansados de perder produtividade e dinheiro para doenças endêmicas, os produtores norte-americanos lançaram uma ofensiva coordenada: a Estratégia Nacional de Saúde Suína (NSHS). A iniciativa, nascida de uma recomendação do Fórum Nacional da Indústria Suína de 2025, tem um objetivo ambicioso: deixar de apenas “conviver” com enfermidades como a PRRS (Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos) e o PEDv (Vírus da Diarreia Epidêmica) e passar a trabalhar ativamente para eliminá-las.
Liderada pelo Conselho Nacional da Indústria Suína (NPB) e pelo NPPC, a estratégia não cria novas burocracias, mas alinha as ferramentas poderosas que já existem, como o SHIC (Centro de Informações sobre Saúde Suína) e o SHIP (Plano de Melhoria da Saúde Suína). Após ouvir mais de 800 produtores e veterinários, o plano definiu cinco prioridades que vão desde a erradicação de patógenos circulantes até a blindagem contra Doenças Animais Exóticas (como a Peste Suína Africana).
A iniciativa marca também uma mudança cultural profunda na suinocultura norte-americana: o fim da “resignação”. Durante décadas, parte da indústria aceitou certas enfermidades como um “custo operacional inevitável”. Agora, com margens cada vez mais apertadas e a pressão global por eficiência, a tolerância zero contra patógenos tornou-se uma necessidade econômica.
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O uso de sequenciamento genético rápido e a integração de dados sanitários entre vizinhos (biocontenção regional) serão as chaves para transformar essa estratégia em resultados de campo, reduzindo o uso de antibióticos e melhorando o bem-estar animal.
“Estamos tomando decisões ruins por falta de informação”, resumiu Scott Hays, produtor e diretor da Associação de Suínos do Missouri. A nova estratégia visa corrigir isso, garantindo que os dados de biossegurança e surtos sejam compartilhados e usados taticamente. Para o mercado global, isso sinaliza que a suinocultura dos EUA busca reduzir suas perdas sanitárias para recuperar competitividade em custo e volume a partir de 2026.
Referência: Farm Progress




















