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Sanidade

Coreia do Sul identifica DNA da peste suína africana em ração e impõe proibição nacional

Saiba como a Coreia do Sul está lidando com a peste suína africana após identificar DNA na ração e a proibição nacional imposta

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Coreia do Sul identifica DNA da peste suína africana em ração e impõe proibição nacional

Há pouco mais de um mês, em 16 de janeiro, a Coreia do Sul confirmou o primeiro surto de Peste Suína Africana (PSA) em 2026. Desde então, outros 17 surtos foram registrados em diferentes províncias, incluindo Gyeonggi, Gangwon, Chungnam, Jeonbuk, Jeonnam, Gyeongbuk e Gyeongnam. O número já representa três vezes o total de ocorrências notificadas em todo o ano de 2025.

Diante da rápida disseminação, há duas semanas o Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais da Coreia do Sul (MAFRA) determinou o reforço das medidas de quarentena e biossegurança, com foco no abate sanitário, isolamento de áreas afetadas e desinfecção rigorosa de pessoas e veículos que entram ou saem das granjas.

Risco elevado e regras rígidas de alimentação

A PSA é altamente contagiosa, e o vírus pode permanecer viável no ambiente por semanas ou até meses. Por esse motivo, normas sanitárias proíbem o fornecimento de restos de cozinha, carne importada ou forragens potencialmente contaminadas aos suínos.

Atualmente, a maioria das granjas comerciais depende quase exclusivamente de ração composta industrial, formulada principalmente com milho, trigo ou arroz (60% a 80%) e soja (15% a 25%), além de gorduras, óleos e vitaminas. Em dietas iniciais para leitões desmamados, é comum o uso de plasma suíno seco por pulverização e tratado termicamente (SDPP), ingrediente que, em tese, passa por aquecimento a cerca de 80 °C para eliminar agentes infecciosos, incluindo PSA e febre aftosa.

Detecção inédita em ingrediente de ração

Nesta semana, o MAFRA anunciou a detecção de DNA da PSA em pelo menos duas amostras de plasma suíno armazenado, marcando a primeira vez que material genético do vírus é identificado em um ingrediente de ração animal no país. O resultado foi obtido por PCR, técnica que detecta fragmentos genéticos, mas que não confirma, por si só, se o vírus ainda está viável e infeccioso.

Apesar dessa incerteza, as autoridades optaram por uma abordagem preventiva. Considerando a gravidade do risco sanitário, o ministério decidiu tratar o achado como potencialmente infeccioso até que análises complementares sejam concluídas.

Proibição nacional e medidas emergenciais

Como resposta imediata, o MAFRA decretou uma proibição em todo o território nacional, determinando que produtores que possuam ração potencialmente contaminada realizem incineração ou enterro imediato do material. A medida busca reduzir qualquer possibilidade de disseminação do vírus por meio da alimentação animal.

Segundo o ministério, serão necessárias uma a duas semanas para confirmar se o material detectado corresponde apenas a fragmentos inativos de DNA ou a vírus vivos capazes de causar infecção. A investigação também deverá esclarecer em que ponto da cadeia produtiva o sistema falhou, seja na seleção dos doadores, no processamento térmico ou na logística de armazenamento.

O episódio acende um alerta adicional para a biossegurança da suinocultura sul-coreana e reforça a preocupação global com a PSA, especialmente em um contexto de aumento expressivo de surtos e de pressão crescente sobre os sistemas de controle sanitário.

Referência: MAFRA/ Afludiary Korea

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