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Internacional

Indústria alemã lança projeto para reduzir pegada de carbono na suinocultura

A Indústria alemã lança um projeto inovador para diminuir a pegada de carbono na suinocultura através de parcerias estratégicas

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Conflito no Oriente Médio pressiona custos de energia e pode impactar suinocultura global

A processadora de carne Westfleisch, uma das principais cooperativas do setor na Alemanha, iniciou um projeto de pesquisa de três anos denominado InnovationPork, voltado à redução da pegada de carbono na produção de suínos.

O anúncio foi feito por Wilhelm Uffelmann, presidente do conselho da cooperativa, durante uma reunião informativa com produtores associados.

A iniciativa busca desenvolver soluções que permitam aos produtores reduzir o impacto ambiental das granjas sem comprometer a rentabilidade da atividade, integrando pesquisa científica e aplicação prática no campo.

Parceria entre indústria, pesquisa e genética suína

O projeto reúne diversos parceiros da cadeia produtiva e da área científica. Entre os participantes estão a empresa de nutrição animal Agravis e a organização internacional de genética suína Topigs Norsvin, além de duas empresas especializadas na comercialização de produtos suínos.

Institutos de pesquisa também participam da iniciativa, contribuindo com análises técnicas e desenvolvimento de metodologias. A coordenação operacional ficará a cargo de dois profissionais recém-formados da Westfleisch, responsáveis por acompanhar as atividades do projeto ao longo dos três anos.

Meta é reduzir emissões na cadeia produtiva até 2034

De acordo com a cooperativa, reduzir o impacto ambiental tornou-se uma prioridade estratégica para empresas do setor de carnes. Segundo Uffelmann, clientes da indústria estabeleceram metas ambientais cada vez mais exigentes, o que pressiona a cadeia produtiva a adotar medidas concretas.

A meta estabelecida pela Westfleisch é que os produtores que fornecem suínos para a cooperativa alcancem redução de 42,4% na pegada de carbono até 2034.

Segundo o dirigente, o setor precisa assumir protagonismo nesse processo, evitando a adoção de medidas impostas externamente que possam não ser viáveis na prática produtiva.

Projeto busca padronizar cálculos de pegada de carbono

Outro foco do InnovationPork é o desenvolvimento de modelos mais precisos para cálculo das emissões associadas à produção suinícola.

Atualmente, metodologias diferentes utilizadas ao redor do mundo podem gerar resultados bastante divergentes. Segundo a Westfleisch, os fatores de emissão podem variar entre 1,3 e 8,4 kg de CO₂ por quilograma de peso vivo, dependendo das premissas adotadas.

Com o desenvolvimento de modelos comparativos, o objetivo é garantir maior transparência e padronização nos cálculos, evitando distorções competitivas entre empresas que utilizam metodologias distintas para medir suas emissões.

Participação da carne suína nas emissões totais é limitada

Durante a apresentação do projeto, Uffelmann também contextualizou o impacto da alimentação nas emissões globais. Segundo seus cálculos, a pegada ecológica média anual de um indivíduo é de cerca de 10,4 toneladas de CO₂ equivalente.

Desse total, aproximadamente 15% estão relacionados à alimentação, enquanto menos de 1% corresponde ao consumo de carne suína, de acordo com os dados apresentados pelo executivo.

Referência: Pig Progress

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