Bancada do agro reconhece que alterações costuradas no Senado para a MP nº 1.343/2026 ajudam a mitigar impactos inflacionários sobre insumos e alimentos
FPA aponta avanços na ‘MP do Frete’ e destaca articulação para conter custos no campo

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou uma nota oficial manifestando seu reconhecimento aos avanços obtidos no texto da Medida Provisória nº 1.343/2026, amplamente conhecida como a MP do Frete. Segundo a maior bancada do Congresso Nacional, as modificações construídas durante a tramitação na Casa revisora foram fundamentais para buscar uma convergência entre os setores de transporte e produção, diminuindo os potenciais efeitos nocivos sobre a competitividade do agronegócio brasileiro.
O posicionamento da FPA surge em um momento crucial de negociações, onde o principal temor do setor produtivo era de que o engessamento das regras de transporte rodoviário pudesse encarecer o escoamento de safras e a distribuição de insumos essenciais, como fertilizantes e sementes.
O papel de liderança de Tereza Cristina
No comunicado, a FPA atribuiu o sucesso das tratativas à liderança da senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS). A parlamentar foi apontada como a principal articuladora de um canal de diálogo capaz de aproximar os interesses, muitas vezes divergentes, de embarcadores (produtores e indústrias) e transportadores (autônomos e frotistas).
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“A atuação da senadora Tereza Cristina permitiu desenhar um entendimento em torno da proposta que aproxima os diferentes elos da cadeia. Esse movimento é indispensável para mitigar os impactos de custos logísticos sobre o agronegócio e, por consequência direta, evitar o repasse de preços ao consumidor final na gôndola dos supermercados”, destacou a FPA.
Preocupação do setor logístico
A bancada ressaltou que o debate técnico em torno da medida provisória precisou levar em conta a realidade do frete no Brasil, onde cerca de 60% das cargas agrícolas dependem das rodovias.
A busca por um “ponto de equilíbrio” envolveu ajustes em três frentes sensíveis:
Preço dos Insumos: Evitar que a rigidez na fiscalização do piso do frete inviabilizasse o transporte de fertilizantes e defensivos para o interior do país.
Margem do Produtor: Garantir que o custo do frete de retorno (quando o caminhão volta vazio ou com outra carga) não zerasse a rentabilidade das fazendas.
Preço dos Alimentos: Blindar a cesta básica de aumentos derivados da pressão logística nas cadeias de carnes, grãos e lácteos.
Com a manifestação favorável da FPA, o texto modificado da MP ganha força política para avançar rumo à aprovação definitiva no Congresso Nacional, afastando o risco de caducar e trazendo maior segurança jurídica para os contratos de transporte de cargas em todo o território nacional.
Fonte: Canal Rural























