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Oferta alta e consumo fraco seguram preços da carne suína no mundo

Relatório do 3º trimestre mostra mercado global ajustando estoques, enquanto o Brasil avança na fatia de exportações e ganha espaço deixado pela Europa

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Oferta alta e consumo fraco seguram preços da carne suína no mundo

O mercado global de carne suína enfrenta um período de preços fracos e margens pressionadas nas principais regiões produtoras do planeta. De acordo com o relatório trimestral do RaboResearch (divisão de pesquisas do Rabobank), a combinação entre excesso de oferta e demanda estagnada dita o ritmo do setor, embora movimentos de ajuste no rebanho e na produtividade já comecem a desenhar um cenário de reequilíbrio para o fim de 2026.

 O Panorama Geral: O que trava os preços globais?

Apesar de os motivadores variarem de continente para continente, o diagnóstico da RaboResearch aponta para uma causa comum: a produção cresceu em ritmo mais acelerado do que o consumo global.

 O que esperar no 2º semestre de 2026?

O relatório projeta uma virada gradual na disponibilidade de carne ao longo dos próximos meses:

  1. Corte no rebanho chinês: O declínio contínuo no plantel de matrizes na China deve reduzir a oferta de animais prontos para abate a partir de meados ou do fim do terceiro trimestre. O RaboResearch alerta, contudo, que qualquer reação nos preços locais será modesta, barrada pelo consumo enfraquecido.

  2. Reação na América do Norte: A expectativa é de melhora nas cotações norte-americanas rumo ao quarto trimestre de 2026.

  3. Avanço do Brasil no comércio global: As rotas de exportação passam por mudanças estruturais. A Europa perde participação no mercado internacional devido a restrições sanitárias, custos e menor demanda chinesa. Em contrapartida, o Brasil expande sua fatia de exportação rapidamente, ocupando o espaço deixado pelos concorrentes europeus.

 Geopolítica, Tarifas e Barretas Sanitárias no Comércio

O fluxo de comércio internacional permanece altamente vulnerável a barreiras comerciais e disputas tarifárias, o que deve manter a volatilidade até o encerramento do ano:

  • Investigação na China: A aplicação de taxas antidumping por parte de Pequim sobre a carne suína vinda da União Europeia, somada à alta oferta interna chinesa, fez os embarques europeus para o país Asian tombarem 29% nos primeiros cinco meses de 2026.

  • Abertura nas Filipinas: Como contrapartida positiva para a Europa, as Filipinas revogaram a proibição nacional de importação sobre a carne suína espanhola.

  • Novos polos de demanda: Enquanto a China reduz o volume comprado no exterior, mercados alternativos como México e Filipinas aceleram a entrada de carne suína importada para suprir suas demandas internas.

Fonte: Pig World

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