Empresa mais valiosa do mundo vai se beneficiar de nova lei para repatriar parte dos US$ 252 bilhões que estão no exterior
Apple pretende gerar US$ 350 bi em economia nos próximos cinco anos

A fabricante norte-americana Apple anunciou ontem que pretende contribuir com US$ 350 bilhões para a economia dos Estados Unidos nos próximos cinco anos. O anúncio faz parte de um esforço para mostrar os resultados de uma nova lei aprovada pelo governo de Donald Trump há menos de um mês, que vai permitir à empresa repatriar boa parte de seus US$ 252 bilhões mantidos no exterior.
A nova legislação tributária, aprovada por Trump em 22 de dezembro, permite de companhias norte-americanas possam repatriar dinheiro mantido no exterior de uma única vez. As empresas que optarem por fazer isso precisam pagar um imposto de 15,5% sobre o valor total – na versão anterior da lei, a alíquota era de 35%. Por anos, a redução das taxas para repatriar dinheiro foi uma das demandas da Apple nos EUA.
A Apple também divulgou que já pagou cerca de US$ 38 bilhões ao governo norte-americano de forma antecipada para repatriar o dinheiro. Segundo o jornal The New York Times, isso mostra que a companhia pretende trazer de volta para os EUA cerca de US$ 245 bilhões.
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Planos
A fabricante do iPhone disse, por meio de comunicado, que o dinheiro vai permitir que ela coloque vários projetos em prática. A empresa diz que vai criar 20 mil empregos no país nos próximos anos, o que representa um crescimento de 24% em relação ao total de 84 mil funcionários atuais em território norte-americano.
“Temos um grande senso de responsabilidade de devolver algo para nosso país e para as pessoas que tornaram nosso sucesso possível”, disse o presidente executivo da Apple, Tim Cook, por meio de comunicado.
Além disso, a Apple planeja abrir uma segunda sede nos Estados Unidos, que vai concentrar funcionários dedicados a prestar serviços de suporte aos consumidores de produtos da empresa. A localização do novo escritório ainda não foi definida, mas segundo a empresa, será revelada até o final de 2018.
A empresa também anunciou que vai investir mais de US$ 30 bilhões em equipamentos para produzir produtos no país. Um terço desse valor será usado para construir novos data centers nos Estados Unidos. Atualmente, a companhia mantém sete centros de dados no País, que são responsáveis por processar seus serviços e aplicações, como o Apple Music e a App Store, além de armazenar conteúdos dos consumidores que utilizam aparelhos como o iPhone.





















