Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Efeito aftosa

SC radicaliza e proíbe até entrada de aves do Sudeste.

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Redação AI 14/10/2005 – Santa Catarina tomou medidas radicais desde o anúncio do foco de aftosa no Mato Grosso do Sul. O Estado, que é área livre de aftosa sem vacinação, proibiu desde sábado o trânsito de animais vivos de todos os estados situados ao norte, inclusive o transporte de frangos, que não contraem aftosa, e de embutidos e carnes maturadas.

A medida vale parcialmente para o Rio Grande do Sul. Desse estado, o fluxo de aves e embutidos acontece após análise feita pela Cidasc, mas não foi liberado o trânsito de bovinos, búfalos e animais suscetíveis à doença.

Jarbas de Oliveira, responsável na Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) pelas barreiras sanitárias, disse que SC não deve revogar a medida tão cedo. “Queremos garantias do governo federal para mudar os processos. Aguardamos a reunião desta sexta”.

Segundo ele, o fluxo de aves e embutidos do Sudeste e demais estados ao norte de SC foi proibido porque a aftosa pode vir de caminhões e motoristas, e “ninguém garante que tais caminhões e motoristas não estiveram no Mato Grosso do Sul. Nesse momento cada um quer defender o seu lado”.

O vice-presidente da Federação das Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, disse que a medida é técnica. “Santa Catarina é o único estado vulnerável à doença. Se o vírus da aftosa entrar aqui vai infectar tudo porque o rebanho não está vacinado”, disse.

Alguns produtores e membros do governo catarinenses admitem que a aftosa no Mato Grosso do Sul poderá ser, em certa medida, positivo comercialmente ao Estado. A expectativa é de que a importação de carne suína catarinense aumente. Um produtor que preferiu não se identificar disse esperar que o Estado seja valorizado. “Embora os custos de produção no Centro-Oeste sejam menores, nosso controle sanitário precisa ser levado em conta. Muitas agroindústrias estavam migrando para lá, com novos investimentos”, desabafou.

A decisão catarinense já prejudica empresas do Sudeste. A Hygen e a Agroceres Ross, que trabalham com material genético, tiveram cargas de matrizes (aves de um dia) barradas. Ambas são fornecedoras de empresas como Sadia, Perdigão e Seara, que têm plantas em Santa Catarina.

Adaile de Castro, diretor-superintendente da Hygen, disse que as aves acabaram sendo alojadas no Paraná, onde o cliente catarinense também tinha granja. Ivan Lauandos, diretor da Agroceres Ross, acredita que a medida catarinense pode gerar falta de material genético no Estado e afetar a produção de aves. “Essa medida não tem base técnica”.
 

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