Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,19 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,81 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,74 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.473,16 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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BB suspende crédito para se adequar ao IOF

Analistas de mercado dizem que o imposto aumentará os custos do setor agrícola.

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Redação (07/01/2008)-  O Banco do Brasil (BB) suspendeu as operações de crédito rural até o final desta semana. A medida foi necessária para adequar os sistemas da instituição à cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que até então não incidia neste tipo de financiamento. Mas, se depender da bancada ruralista da Câmara dos Deputados, a cobrança vai cair. Analistas de mercado dizem que o imposto aumentará os custos do setor.

O deputado federal Luiz Carlos Heinze (PP-RS) avisou que se reúne na próxima semana com o ministro da Articulação Política, José Múcio Monteiro (PTB-PE), para tratar do pleito. "Conseguimos com muito custo reduzir em 2007 a taxa de juros ao produtor rural. É um absurdo agora o campo ter de pagar mais esse imposto", protesta o parlamentar, alegando que a cobrança praticamente anularia a redução anterior. Ele acrescenta que solicitará a suspensão da cobrança das parcelas de investimento a vencer em janeiro, fevereiro e março deste ano até que seja estendido para 2008 o bônus de adimplência – que varia de 5% a 15% – que vigorou em 2007. "Vamos negociar também mais prazo de carência na amortização dessas parcelas", completa.

De acordo com decisão do governo, a partir de agora o IOF também incidirá em 0,38% sobre os empréstimos de custeio, comercialização da SAFRA e investimentos. Estas operações tinham alíquota zero. Empréstimos em cooperativas de crédito, que eram isentas, também passam a pagar o imposto. As operações de crédito para exportação, todos os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os empréstimos para compra de máquinas e equipamentos passarão a pagar também a alíquota de 0,38% sobre o valor total da operação. Serão taxados ainda os empréstimos do programa Finame para a compra de máquinas e equipamentos utilizados na modernização das empresas. A tributação recairá também sobre os valores de Adiantamento de Contrato de Câmbio de exportação (ACC), instrumento utilizado por produtores que exportam diretamente, sem intermédio de tradings.

Quando vigorava a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), por exemplo, a liberação de um recurso para pagamento de máquina agrícola poderia ficar livre da incidência do imposto do cheque se o pagamento fosse feito diretamente na chamada Conta Empréstimo do fornecedor da máquina. Agora, a incidência ocorre sobre o valor da operação financeira, independentemente da forma de liberação desse recurso.

A assessoria do BB informou que as operações de crédito agroindustrial, destinadas às comercialização, beneficiamento e industrialização de produtos agrícolas não serão suspensas para adequação de sistema, pois a cobrança do IOF já era feita, com alíquota de 0,41%, o que torna o ajuste do sistema mais simples. Continuam isentas da cobrança de IOF as operações rurais do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). As demais instituições financeiras não se pronunciaram sobre a mudança.

Para analistas de mercado, na prática, o imposto vai encarecer os custos do setor. "Para aquisição de máquinas e equipamentos, que são financiadas, talvez fique mais caro", diz Amarillys Romano, economista da Tendências. O economista da LCA Consultores, Francisco Pessoa Faria, acrescenta que apesar do impacto negativo, não há mais CPMF nas transações do dia-a-dia. Para Fábio Silveira, da RC Consultores, a mudança nas regras foi precipitada. "Talvez nem precisasse se o governo atentasse para o ritmo de crescimento acelerado da economia brasileira, subestimando seu poder de arrecadação, e fizesse alguns cortes de gastos", diz.

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