Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Portos do PR vão formar o maior eixo de exportação de carnes do Brasil

Segundo o ministro Stephanes, 2007 foi um bom ano para a agricultura brasileira e ressaltou que o Paraná atenderá novos mercados, substituindo tradicionais fornecedores.

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Redação (08/01/2008)- O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, confirmou no litoral do Paraná que o Porto Dom Pedro II, em Paranaguá, e o Porto Barão de Teffé, em Antonina, serão alguns dos principais pólos exportadores de carnes do Brasil. "Temos que partir do princípio de que o Brasil responde por mais da metade das exportações mundiais de carne. A expectativa é crescer 20% nas exportações de frango e ter Paranaguá como um novo caminho para os embarques é muito bom para o País".

Segundo o ministro, 2007 foi um bom ano para a agricultura brasileira e ressaltou que o Paraná atenderá novos mercados, substituindo tradicionais fornecedores, tornado-se ponto de embarque preferencial para exportações de carnes, por exemplo. "Tivemos um ano bom para a agricultura brasileira. Produzimos mais, vendemos mais e atendemos a uma crescente demanda de consumo. Grãos como soja, milho e trigo tiveram alta, assim como a carne, o leite e seus derivados. Com esse aumento na produção e nas vendas, superamos países como os Estados Unidos, que chegaram ao seu limite e projetamos atender novos mercados para 2008. É com essa perspectiva que os Portos de Paranaguá e de Antonina formarão o novo corredor de congelados do Brasil", destacou o ministro.

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, também avaliou 2007 como um bom ano para as atividades portuárias. Até o final deste ano, revelou, deverão ser movimentadas (entre importações e exportações) mais de 37 milhões de toneladas e gerados mais de US$ 11 bilhões em Receita Cambial, sendo 15% deste total, arrecadado com a venda de mercadorias congeladas. "Acreditamos que temos uma chance enorme de mudar a rota dos produtos congelados para o Paraná, principalmente porque somos o maior produtor de frangos do Brasil e precisamos de espaços qualificados para exportar e é isso que iremos proporcionar em 2008, com o apoio do ministro e dos frigoríficos do Paraná", avaliou Eduardo Requião. Com a retomada das exportações à Rússia, a Ponta do Félix reverteu um quadro de crise que se arrastou por seis meses e teve seu fim em novembro de 2007. A cidade de Antonina possui cerca de 20 mil habitantes e o prejuízo aos embarques ameaçou o emprego de mil trabalhadores, entre diretos e indiretos. "O Paraná pagou um preço muito alto pela aftosa no Mato Grosso e pela aftosa que o Paraná não teve. Isso levou a uma série de embargos e um deles foi da Rússia, um dos principais importadores de carne brasileira via Porto de Antonina. A exigência de que as exportações em áreas embargadas só seriam aceitas se fossem em contêineres lacrados não podia ser atendida porque a estrutura da Ponta do Félix não permitia. Fomos à Rússia e recebemos uma comitiva no Brasil. Logo que conheceram Antonina e a Ponta do Félix foram restabelecidas as importações", afirmou Stephanes.

Resgate da Economia: O diretor da Ponta do Félix, José Augusto Desordi da Costa, salientou que o retorno das operações portuárias em Antonina aconteceu também em função do trabalho desenvolvido pelo governador Roberto Requião e pelo empenho do Superintendente Eduardo Requião na revitalização da cidade e da infra-estrutura portuária. Na mesma noite, ambos também foram homenageados.

"Esperamos que em 2008 não tenhamos problemas como os enfrentados com os embargos. A cidade e a população sofrem. Mas felizmente estamos retomando aos poucos as exportações e no próximo ano teremos mais cotas para embarques. O Paraná tem muito a contribuir para a produção de congelados e fazer do Estado um novo eixo para embarques destas mercadorias", frisou Desordi.

O prefeito de Antonina, Kleber Fonseca disse que com o fim do embargo para a carne brasileira, o porto de Antonina voltou a assumir seu importante papel na economia da cidade. "Tenho um sentimento de gratidão muito grande aos nossos amigos Ministro Stephanes, Governador Requião e o Superintendente Eduardo Requião. Se o embargo russo permanecesse voltaríamos a uma estagnação que durava anos. Era uma preocupação grande porque prejudicou em mais de 90% as atividades portuárias de Antonina e que acabou graças à boa vontade que existe com o nosso município", declarou Fonseca.

Corredor de Congelados: A proposta do Superintendente Eduardo Requião de transformar os Portos do Paraná num corredor de congelados fará com que sejam ampliados a infra-estrutura de armazenagem na área portuária e os volumes disponíveis para a exportação. O apoio do ministro Stephanes, segundo Requião, é fator preponderante e é reforçado pelo interesse de empresas do segmento. A meta do superintendente é incrementar as exportações pelos portos paranaenses, ampliando inicialmente em 50 mil toneladas por mês o embarque de carnes congeladas. E, para atender a essa demanda, a Appa prevê a aplicação de R$ 25 milhões na construção de um complexo público frigorificado com capacidade para 16 mil toneladas. A previsão é que a obra esteja concluída em setembro de 2008.

Para atender a essa demanda, o superintendente Federal no Paraná do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Daniel Gonçalves Filho, garantiu que as 89 empresas do setor instaladas no Paraná estão reformulando suas estruturas para aumentar suas capacidades de abate "e mudar o eixo da exportação de carne para o Paraná", completou. Além do complexo público que será construído no Porto de Paranaguá, os exportadores de congelados já contam com estruturas privadas, como é o caso da Sadia, que tem um armazém com capacidade para 8,5 mil toneladas, e a Ponta do Félix com 13,5 mil toneladas.

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