Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Governo prepara ”arsenal” para levar caso da carne à OMC

Baseada na avaliação informal do MAPA sobre a capacidade de fiscalização brasileira, os europeus insistem em limitar a habilitação de vendas a uma listas de 300 fazendas.

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Redação (08/02/2008)- O governo brasileiro já começou a preparar o arsenal de argumentos técnicos para uma eventual contestação à União Européia pela imposição de um embargo contra a carne bovina nacional. Esses mesmos argumentos, baseados em acordos e regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), também poderão servir para forçar um entendimento com o bloco europeu e evitar um contencioso.
Do ponto de vista das autoridades federais, há pelo menos duas brechas para levar o caso à OMC se o bloco europeu insistir na suspensão das compras de carne brasileira. A primeira seria a limitação da quantidade de estabelecimentos sem critérios científicos, o que é vedado pelo Acordo Sanitário e Fitossanitário (SPS).
Baseada na avaliação informal do Ministério da Agricultura sobre a capacidade de fiscalização brasileira, feita durante reunião em meados de novembro do ano passado, em Cuiabá (MT), os europeus insistem em limitar a habilitação de vendas a uma listas de 300 fazendas aprovadas pelo sistema de rastreamento (Sisbov). "O processo é dinâmico. Entram e saem propriedades todas as semanas. Não pode haver limite quantitativo", diz uma fonte do governo.
Outro argumento para questionar a suspensão na OMC seria a limitação temporal imposta para o ingresso das fazendas na lista dos aprovados. A UE concedeu prazo até 31 de janeiro para que o Brasil apresentasse uma lista preliminar das fazendas.
No total, foram relacionadas 2.681 propriedades, o que resultou no pretexto ideal para sustentar a decisão da UE. Ao longo dos últimos sete anos de discussão sobre o Sisbov, era o Brasil que determinava prazo e datas. Essa mudança de atitude da UE, segundo o governo brasileiro, também feriria acordos da OMC.
Autoridades do Itamaraty e do Ministério da Agricultura também argumentam que um embargo total da UE poderia suscitar outras questões. Entre elas, se o bloco faz efetivamente as mesmas exigências aos demais países ou se o modelo de rastreamento cobrado do Brasil tem que ser o mesmo adotado pelos países-membros do bloco.
Na última sexta-feira, dirigentes do Ministério da Agricultura realizaram uma reunião para responder algumas questões adicionais formuladas pela missão veterinária do bloco que esteve no país em novembro do ano passado. O prazo para responder expira amanhã.
Foram respondidas questões sobre o trânsito de animais entre regiões distintas das áreas habilitadas a exportar, como ocorre nos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso, além de dúvidas sobre o controle nas áreas de fronteira com a Bolívia e Paraguai. Os europeus também pediram documentos comprobatórios da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) sobre a situação sanitária em Mato Grosso do Sul, onde foram registrados focos de febre aftosa em outubro de 2005.

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