Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Produtor tem ganho limitado com alta da cotação dos grãos

Neste mês a valorização da soja e do milho é de 43,7% e 37,1%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado.

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Redação (24/03/2008)- O lucro com a alta das commodities pode não chegar no bolso do produtor. Isso porque a aceleração dos preços dos principais insumos agrícolas está num patamar muito próximo da registrada na cotação dos grãos. Segundo a Scot Consultoria, este mês a valorização da soja e do milho é de 43,7% e 37,1%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano passado enquanto os preços de fertilizantes e defensivos avançaram na mesma proporção, registrando 43% e 35%.

Hoje, o País, que apresentou só em março um incremento de 55,8% nas compras de fertilizantes, importa 74% da sua demanda. Nessa conjuntura o câmbio aparece como um agravante para a situação do produtor já que este paga em reais o preço do produto que é cobrado em dólar. “ O produtor sofre ainda mais com o câmbio porque com a alta das matérias-primas o setor de fertilizantes repassa esse custo”, afirmou José Amaral, consultor da Scot. “Apesar dos preços recordes os custos se elevaram na mesma proporção”, completou.

Para Amaral o saldo do produtor ainda pode ser positivo, mas irá depender de como será negociada a próxima safra. “Não sei se esse custo vai ser absorvido pelos produtores. A margem deles ficará limitada ou não haverá cumprimento de contrato”, diz.

Com melhores perspectivas estão as indústrias do setor que contam com melhor infra-estrutura e operações diversificadas. A Caramuru Alimentos prevê elevar seu faturamento, que foi de US$ 750 milhões em 2007, para U$ 1 bilhão este ano. “Esse aumento é atribuído aos preços dos grãos e as primeiras entregas de biodiesel que estamos fazendo”, avalia César Borges de Souza, vice-presidente da companhia.

Na avaliação do executivo o aumento nos custos de produção não deverá ter um impacto significativo no desempenho das empresas do setor e mesmo o produtor não será tão prejudicado. Preocupado, o produtor Paulo Bertolini, por sua vez, acredita que qualquer reversão da atual expectativa de preço das commodities pode gerar prejuízo mesmo sendo preços históricos. Ele alerta para a necesidade de aproveitar o momento de alta dos grãos para se planejar para a próxima safra. “Essa especulação cria uma euforia perigosa, mas os fertilizantes estão subindo e o custo explodindo”, diz.

Atento à nova demanda de antecipação das comprar de insumos já no primeiro semestre o Banco do Brasil acaba de anunciar que já está disponibilizando o financiamento para a aquisição antecipada de insumos da safra 2008/2009.

De acordo com o gerente executivo da editoria do agronegócios do BB, Márcio Augusto Montella, em 2007 o recurso só foi liberado no segundo semestre porque a expectativa era de queda no dólar. “Esse ano a questão cambial está mais estabilizada e o produtor consegue comprar insumos por preços mais competitivos que no segundo semestre”, destaca.

Confiante no aumento da demanda o valor que o banco está destinando aos produtores rurais e cooperativas é de R$ 1 bilhão, bem acima dos R$ 556 milhões destinados para o mesmo fim na safra de 2007/2008.

O benefício abrange 10 estados e contempla os produtores de soja e milho que poderão obter recursos de até 300 mil e 400 mil, respectivamente, com juros de 6,75% ao ano.

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