Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Chineses vêm ao Centro-Oeste para conhecer produção rural

Enquanto as compras chinesas não se concretizam, grupos argentinos e norte-americanos têm aquecido os negócios.

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Redação (09/05/2008)- As viagens de representantes de grupos chineses, principalmente para o Brasil central, chamam cada vez mais a atenção de corretores de terras.
"Neste ano eles vieram para conhecer os sistemas produtivos", relata a agrônoma Jacqueline Dettmann Bierhals, analista do Instituto FNP (IFNP), que acompanha sistematicamente o mercado de propriedades rurais.
Bierhals ressalva que ainda não houve relatos de fechamentos de negócios por empresas chinesas.
"Pelo menos nas regiões consideradas mais importantes para a produção de grãos", como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, oeste baiano e o chamado Mapito -a área de cerrado dos Estados do Maranhão, do Piauí e do Tocantins.
O investimento estrangeiro tem sido um dos fatores de valorização da terra no Brasil, hoje em valores recordes.
O hectare no país deve superar atualmente os R$ 3.998, média nacional registrada no primeiro bimestre deste ano, segundo apurou o IFNP.
Enquanto as compras chinesas não se concretizam, grupos argentinos e norte-americanos têm aquecido os negócios.
"O interesse é por grandes áreas. Há aquisições fechadas à vista. A simples procura de estrangeiros eleva os preços de oferta. Claro que nem todo negócio é concluído pela proposta inicial, mas esse não deixa de ser um fator de valorização da terra", diz Bierhals.
Por enquanto, o Brasil tem espaço para oferecer aos chineses e a investidores de outros países. Não há legislação específica sobre a aquisição de terra por empresas estrangeiras.
A tendência, porém, é que as restrições sejam ampliadas, dizem analistas. O tema chegou ao Congresso. O Senado tratou do assunto em audiência pública no começo do ano.
O Brasil tem uma das maiores áreas agricultáveis do mundo, boa parte delas ainda não exploradas.
Da área total do país, 853 milhões de hectares, o IFNP calcula que 471 milhões sejam ocupados atualmente por cidades e áreas de preservação (florestas e mananciais), além de reservas indígenas.
A agropecuária brasileira aproveita 278 milhões de hectares, sendo 199 milhões para as pastagens e 79 milhões para a agricultura -incluídas as lavouras anuais (com destaque para grãos) e as perenes (como café e fruticultura).
O país tem 104 milhões de hectares agricultáveis, principalmente em áreas do cerrado, para serem abertos sem necessidade de avançar sobre as florestas, diz Bierhals, em referência à Amazônia.
Especialistas da Embrapa estimam que 80% das pastagens cultivadas no Brasil central estejam degradadas. Recuperados, esses solos também podem servir para a agricultura.

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