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Pastagem liberada para o milho nos EUA e Argentina pressiona cotação de soja

A Argentina é o terceiro exportador de soja do mundo, atrás dos EUA e Brasil.

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Redação (29/05/2008)- Os contratos futuros do milho caíram ontem para o menor preço em mais de uma semana, depois que Washington anunciou planos de permitir que os bovinos do país possam pastar em áreas protegidas como forma de reduzir a pressão sobre a ração animal. Cerca de 9,7 milhões de hectares do programa de áreas protegidas do país serão abertos por tempo limitado para a pastagem. "Esse é um band-aid que pode reduzir os preços no curto prazo mas não resolve o problema", disse Dale Schultz, especialista em commodity do Gottsch Enterprises, de Nebraska. Os papéis para entrega em julho caíram 5,5 centavos de dólar em Chicago, para US$ 5,925 por bushel. No mercado interno, a saca ficou em R$ 26,27, com queda de 0,53%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, a queda é de 4,1%.

Já os contratos futuros da soja negociados no mercado americano registraram ganhos ontem, depois que os agricultores da Argentina disseram que irão interromper os embarques de grãos ao exterior como protesto contra as tarifas de exportação. "A situação argentina pressiona ainda mais o Brasil e os Estados Unidos", diz Don Roose, presidente do U.S. Commodities, em Iowa. Na bolsa de Chicago, os papéis com vencimento em julho subiram 25 centavos – 1,9% – e encerraram o dia cotados a US$13,7275 por bushel. A Argentina é o terceiro exportador de soja do mundo, atrás dos EUA e Brasil. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos da soja ficou em R$ 45,80, com alta de 0,37%, segundo o indicador Cepea/Esalq. No mês, a commodity acumula alta de 2,69%.

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