Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Roma frustra “revolução do biocombustível” de Lula

O Brasil continuará a produzir etanol, mas o projeto de transformá-lo em instrumento importante para gerar renda e retirar países da insegurança alimentar e energética está prejudicado.

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Redação (06/06/2008)- Para quem, como o presidente Lula, vê nos biocombustíveis o elemento-chave para uma "revolução" não só na matriz energética mundial mas também no desenvolvimento dos países mais pobres (África, Caribe e América Central), a cúpula de Roma só pode ser uma tremenda frustração.
O encontro não produziu nada que ajudasse a empurrar seu projeto. Não condenou o etanol, é verdade, mas só mesmo desinformação e/ou má-fé poderiam estimular especulações nesse sentido. Com os EUA, a maior potência do planeta, e o Brasil, um dos grandes emergentes, produzindo 80% do etanol mundial, não passa pela cabeça de ninguém sério que o biocombustível possa ser condenado num foro global.
Até o foi, mas na cúpula paralela, das Organizações Não-Governamentais, cada vez menos ouvidas nas discussões globais. A anódina declaração de Roma não impedirá o Brasil de produzir etanol, mas embaça o projeto de transformá-lo em "instrumento importante para gerar renda e retirar países da insegurança alimentar e energética", como disse Lula no seu apaixonado discurso em Roma.
Disse ainda que "cerca de cem países têm vocação natural para produzir biocombustíveis de forma sustentável". Para que transformem essa vocação em fatos, precisariam de uma combinação de tecnologia e recursos financeiros. Tecnologia, o Brasil tem e é considerada a melhor do mundo. Já recursos financeiros dependem dos países ricos. E é óbvio que eles não porão dinheiro em um instrumento que não consegue um selo internacional de qualidade definitivo, seja por contrariar os interesses de quem tem "os dedos sujos de óleo e carvão", como acusou Lula, seja por outros interesses comerciais.
A batalha de Lula vai agora ao Japão. Na reunião de Hokkaido, em julho, o G8 (oito países mais industrializados) e grandes emergentes como o Brasil discutirão de novo os temas que, em Roma, não conseguiram sair do estágio de "papers" preparatórios. A comunidade internacional no seu conjunto, representada na FAO, ficou paralisada. Resta ver se o "diretório do mundo", como chegou a ser chamado o G8, consegue decidir.

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