Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Comércio internacional

Cotas russas para 2010 prejudicam o Brasil

Sistema russo de cotas para carnes mantém Brasil em segundo plano. Governo brasileiro ainda pressiona para que Moscou adote uma fórmula que espelhe o mercado.

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A Rússia levará “parcialmente” em conta reivindicações do Brasil no regime de cotas de importação de carnes que estabelecerá para 2010, indicou ontem (14/09) o negociador russo, Maxim Medvedkov, ao Valor. Mas não necessariamente o país recuperará exportações perdidas para EUA e União Europeia em 2009. “Levar em conta preocupações não significa que satisfaremos o Brasil”, disse o ex-vice-ministro russo de Comércio e Desenvolvimento Econômico.

O novo regime de cotas será “aproximadamente” idêntico ao atual, disse Medvedkov. Mas autoridades brasileiras informam que Moscou está disposta a elevar o volume global de cotas para carne bovina e melhorar o acesso para suínos. Em contrapartida, reduziria a cota para frangos e promoveria um forte aumento nas tarifas para produtos importados no “extracota”.

Neste ano, depois de realocações russas, o Brasil perdeu uma fatia de 50 mil toneladas de carne suína para os europeus e outra de 57 mil toneladas de carne de frango para os americanos. A proposta russa prevê a elevação de 450 mil para 530 mil toneladas na cota de carne bovina. O grupo de “outros” fornecedores, além de UE e EUA, preencheria até 400 mil toneladas, o que deve ajudar o Brasil. Mas a tarifa “extra-cota” aumentaria de 30% para 40%.

Na carne suína, mesmo reduzindo a cota de 530 mil para 500 mil toneladas, a Rússia deve elevar a fatia dos “outros” de 130 mil para até 250 mil toneladas. A tarifa subiria de 60% para 75%. Mas a cota global seria reduzida de 980 mil para 780 mil toneladas. Ao repartir o bolo, sobrariam só 15 mil para “outros” países além de UE e EUA. E a tarifa no “extra-cota” saltaria de 70% para 95%.

O contencioso sobre as cotas tem complicado as relações bilaterais. No processo de acesso da Rússia à OMC, ficou acertado um período de transição no qual vigorou um regime de cotas de importação, com discriminação dos países de origem, entre 2006 e 2009. O sistema deveria terminar este ano, mas Brasil e outros têm insistido no fim do regime de cotas a partir de 2010 e defendido a aplicação de tarifas de importação.

Ocorre que as negociações para a entrada da Rússia na OMC estão bloqueadas, e com a crise global os russos querem manter o sistema de cotas, defendido por EUA e UE. O Ministério da Agricultura considera a hipótese prejudicial ao Brasil, porque consolida um perfil de preferências fora da realidade, já que o país é hoje o maior exportador de carnes de aves e bovinos do mundo. Nas aves, mesmo com 40% do mercado mundial, o Brasil só poderá exportar até 1,3% da cota de importação russa, segundo o ministério. Em bovinos, onde o Brasil tem 30% do mercado, as vendas significam apenas 17% do total importado pela Rússia.

O Brasil defende que, a partir de 2010, Moscou reduza as distorções por país do sistema atual, que reflete uma situação de dez anos atrás. Medvedkov prevê ter até novembro a decisão sobre o novo regime de cotas. E lembrou que Moscou está importando menos carne suína, produto que mais interessa ao Brasil.

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