Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
Destaque Todas Páginas
Alimentos

Combate a fome

Agricultura tem o desafio de acabar com a fome mundial até 2050. Planeta terá 9,1 bilhões de habitantes.

Compartilhar essa notícia

Produzir mais, para uma população 35% maior, com menos recursos, mais pragas e com pressão ambiental e climática cada vez maiores. Este desafio a agricultura mundial terá de enfrentar para contribuir para a erradicação da fome no Planeta até 2050. Um planeta que terá 9,1 bilhões de habitantes – ante 6,8 bilhões atualmente. Na semana passada, cerca de 300 experts do mundo todo e 40 palestrantes reuniram-se na sede da FoodAgriculture Organization (FAO), da Organização das Nações Unidas (ONU), em Roma, Itália, para encontrar caminhos que garantam o aumento da produção agrícola e fazer, de fato, com que os alimentos cheguem à população mundial.

No âmbito do Fórum de Experts de Alto Nível, promovido pela instituição nos dias 12 e 13, o diretor geral da FAO, Jacques Diouf, lançou o desafio em seu discurso de abertura: “Temos quatro décadas para identificar soluções que permitam afrontar a fome mundial”, disse Diouf, acrescentando que a meta de erradicar a fome no mundo não é só ética. “É econômica, pois é provado que o crescimento do PIB procedente da agricultura é pelo menos duas vezes mais eficaz do que o crescimento proveniente de outros meios.”

Debates- Agricultura biológica, transgenia, segurança alimentar, escassez mundial de terras, mudanças climáticas, biodiversidade, concorrência das terras agricultáveis com o plantio de biocombustíveis, acesso aos alimentos e a tecnologias, a questão da África, uso racional de água na agricultura, pecuária. Praticamente nenhum assunto escapou aos debates.

Segundo o professor de Economia Agrícola Alain de Janvry, da Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos, referência em pesquisas sobre desenvolvimento rural, sobretudo na África e América Latina, a agricultura mundial está sendo desafiada a mudar de paradigma. “Desenvolvimento já não coincide com industrialização, como nos anos 1960”, disse Janvry. “Hoje é a agricultura que tem enorme potencial de gerar superávits.” Janvry lamenta o fato, porém, de nos últimos anos a agricultura ter sido subutilizada, inclusive para garantir a erradicação da fome no mundo. “Temos de pensar hoje numa agricultura globalizada e analisar qual o papel da agricultura no caminho do desenvolvimento.”

“Sobretudo na África, necessitamos de uma nova revolução verde, só que com maior participação dos agricultores, e sobretudo da mulher, além de maior financiamento por parte dos organismos internacionais e garantia de acesso dos pequenos produtores à economia de mercado.”

Para o economista superior da FAO, Josef Schmidhuber, embora ainda haja grandes extensões de terra agricultáveis no mundo – são 4,2 bilhões de hectares no total, dos quais 1,6 bilhão está em uso hoje -, essas terras estão distribuídas de “maneira desigual”. Sobretudo América Latina e África Subsaariana ainda dispõem de áreas para expandir a agricultura. De toda forma, para ele, a pobreza no mundo não está ligada à falta de capacidade de produção, já que é possível desenvolver os cultivos em novas terras, independentemente de onde elas estiverem no globo terrestre. “A insegurança alimentar é uma questão política.”

A crise econômica, iniciada em setembro de 2007, elevou em 105 milhões de pessoas o número de famintos no mundo, segundo a FAO. Em seu discurso no dia 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, Jacques Diouf exortou os líderes mundiais a fazer um acordo que permita aumentar a porcentagem de 5% para 17% destinada à agricultura. Todos os debates realizados durante o Fórum de Experts de Alto Nível serão consolidados nas próximas semanas e contribuirão para nortear as discussões da Conferência Mundial da Fome, que a FAO promove entre 16 e 18 de novembro, em Roma.

Assuntos Relacionados
agriculturaFAO
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343