Muito calor e poucas nuvens no céu é uma combinação nada agradável no campo.
Irregularidade das chuvas preocupa sojicultores gaúchos
Redação (11/02/2009)- Produtores de soja do norte do Rio Grande do Sul estão bastante preocupados com as irregularidades nas chuvas. Parte das lavouras já está comprometida.
Muito calor e poucas nuvens no céu é uma combinação nada agradável no campo. O seu Laerdes de Souza, produtor rural de Passo Fundo, no norte gaúcho, cultiva soja em uma área de 150 hectares. Ele e centenas de outros agricultores estão preocupados com a falta de chuva, principalmente agora que a planta está na fase de floração, formação de vagens e enchimento de grãos.
“Eu esperava 50 sacas por hectare. E agora, serão 45”, disse seu Laerdes.
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Nesta fase a planta precisa de quatro milímetros de água por dia para continuar se desenvolvendo normalmente. O problema é que há três meses não ocorre uma boa chuva no norte do Rio Grande do Sul.
“A implantação na lavoura já foi com enorme dificuldade. Muitos produtores da região tiveram que fazer o replantio da soja. Só após 60 dias do plantio, com algumas chuvas que ocorreram, é que ela conseguiu uniformizar e ter um padrão regular. Diante da situação de falta de umidade no transcorrer da cultura até o momento dá pra se dizer que nós deveremos ter uma safra, uma produtividade inferior à colhida no ano passado. Na verdade, o limitante este ano foi o fator climático”, explicou Cláudio Dóro, agrônomo da Emater.
Nesta safra, a previsão é de que sejam colhidos 7,74 milhões de toneladas do grão, quase dois milhões de toneladas a menos do que a previsão inicial.
A colheita da soja no norte do Rio Grande do Sul deve começar na segunda quinzena de março.





















