Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Meio ambiente

CNI defende meta voluntária

Industria brasileira quer compromissos voluntários para a redução da emissão de gases de efeito estufa e rejeita a imposição de barreiras comerciais ligadas ao ambiente.

A indústria brasileira quer compromissos voluntários para a redução da emissão de gases que provocam o aquecimento global e também rejeita a imposição de barreiras comerciais ligadas ao ambiente. Os industriais querem que o Brasil mantenha sua posição de apoio ao princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada, o que significa dar aos países em desenvolvimento carga menor nas obrigações definidas depois das negociações internacionais.

Esses são os principais pontos da posição do setor para a 15ª Conferência do Clima que será realizada no começo de dezembro em Copenhague (Dinamarca), anunciados ontem (05/11) pelo diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes.

Os compromissos voluntários não significam, segundo o dirigente da CNI, ausência de obrigações. Ele diz ainda que, pelas características do Brasil – matriz energética limpa, patrimônio ambiental e potencial de bioenergia – há vantagem em relação aos grandes emergentes Rússia, Índia e China, onde predomina o uso do carvão.

Outro ponto a que Fernandes procurou dar destaque é a pequena contribuição, apenas 8,8%, da indústria brasileira para a emissão dos gases que produzem o efeito estufa. O desmatamento e as queimadas respondem por 59,5%. “O Brasil não precisa seguir metas como as dos países desenvolvidos, mas pode ter objetivos para reduzir o desmatamento. Ainda não foram feitas discussões com o setor privado para limitar as emissões”, comentou.

No âmbito da indústria, Fernandes afirmou que os segmentos com maior peso nas emissões são siderurgia, cimento, alumínio e petroquímica.

Segundo o diretor da CNI, aspecto importante, para o Brasil, é sua matriz energética limpa. Quase 46% da energia produzida no país é renovável. Na Europa, apenas 6,7% estão nessa condição e, no mundo, a participação é de 12,9%.

O documento da CNI foi entregue ao governo e está sendo utilizado nas negociações preliminares de Barcelona (Espanha). O setor ainda propõe que, para diminuir o efeito estufa, os países desenvolvidos devem se comprometer com a oferta de financiamento em condições adequadas e com transferência de tecnologia pautada pela redução de custos. Para Fernandes, a proteção dos direitos de propriedade intelectual é fundamental para estimular o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

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