Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Meio ambiente

CNI defende meta voluntária

Industria brasileira quer compromissos voluntários para a redução da emissão de gases de efeito estufa e rejeita a imposição de barreiras comerciais ligadas ao ambiente.

A indústria brasileira quer compromissos voluntários para a redução da emissão de gases que provocam o aquecimento global e também rejeita a imposição de barreiras comerciais ligadas ao ambiente. Os industriais querem que o Brasil mantenha sua posição de apoio ao princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada, o que significa dar aos países em desenvolvimento carga menor nas obrigações definidas depois das negociações internacionais.

Esses são os principais pontos da posição do setor para a 15ª Conferência do Clima que será realizada no começo de dezembro em Copenhague (Dinamarca), anunciados ontem (05/11) pelo diretor executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José Augusto Coelho Fernandes.

Os compromissos voluntários não significam, segundo o dirigente da CNI, ausência de obrigações. Ele diz ainda que, pelas características do Brasil – matriz energética limpa, patrimônio ambiental e potencial de bioenergia – há vantagem em relação aos grandes emergentes Rússia, Índia e China, onde predomina o uso do carvão.

Outro ponto a que Fernandes procurou dar destaque é a pequena contribuição, apenas 8,8%, da indústria brasileira para a emissão dos gases que produzem o efeito estufa. O desmatamento e as queimadas respondem por 59,5%. “O Brasil não precisa seguir metas como as dos países desenvolvidos, mas pode ter objetivos para reduzir o desmatamento. Ainda não foram feitas discussões com o setor privado para limitar as emissões”, comentou.

No âmbito da indústria, Fernandes afirmou que os segmentos com maior peso nas emissões são siderurgia, cimento, alumínio e petroquímica.

Segundo o diretor da CNI, aspecto importante, para o Brasil, é sua matriz energética limpa. Quase 46% da energia produzida no país é renovável. Na Europa, apenas 6,7% estão nessa condição e, no mundo, a participação é de 12,9%.

O documento da CNI foi entregue ao governo e está sendo utilizado nas negociações preliminares de Barcelona (Espanha). O setor ainda propõe que, para diminuir o efeito estufa, os países desenvolvidos devem se comprometer com a oferta de financiamento em condições adequadas e com transferência de tecnologia pautada pela redução de custos. Para Fernandes, a proteção dos direitos de propriedade intelectual é fundamental para estimular o investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

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