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Economia

Consumo interno suaviza queda do PIB

Retração de 0,8% sobre o fim do ano passado eleva chances de um resultado positivo em 2009.

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Menos negativo do que o esperado, o resultado da economia no primeiro trimestre reforçou a possibilidade do Produto Interno Bruto (PIB) fechar positivo em 2009. Nos três primeiros meses do ano, o PIB caiu 0,8% na comparação com o quarto trimestre de 2008 e 1,8% sobre o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a segunda queda consecutiva – houve retração de 3,6% no último trimestre de 2008. Pelo conceito mais aceito, essa dupla queda configura a recessão econômica.

A boa surpresa veio do consumo das famílias, cujo peso no PIB é o maior entre os componentes da demanda. As famílias gastaram mais 0,7% no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre, quando o consumo caiu 1,8%. Em relação ao primeiro trimestre de 2008, o consumo das famílias avançou 1,3%, pela 22º trimestre consecutivo. Esse resultado atenuou o pior dado do PIB do primeiro trimestre: a segunda forte queda consecutiva no investimento. A Formação Bruta de Capital Fixo (que mede o gasto em máquinas e na construção civil) recuou 12,6% sobre o final de 2008, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a queda foi de 14%, interrompendo um ciclo de forte crescimento iniciado em 2004.

Sustentado pela massa salarial em alta, especialmente pelo ganho das famílias de menor renda, o mercado doméstico continuou a segurar a economia brasileira, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. Contribuiu para o resultado o aumento de 12% do salário mínimo em março, a redução do IPI sobre os automóveis, os reajustes do funcionalismo federal e a manutenção relativa dos empregos.

A gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, cita o crescimento de 22,1% do crédito para pessoas físicas no período como mais um fator para manter em alta o consumo das famílias. A taxa de crescimento da massa salarial real medida nas seis maiores regiões metropolitanas abrangidas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE desacelerou, mas manteve-se em nível elevado, de 5,2%. O consumo do governo também ajudou a deixar o PIB menos negativo. Subiu 0,6% em relação ao final de 2008 e 2,7% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

O resultado do primeiro trimestre, avaliam os analistas, aumentou as chances do país encerrar o ano com um PIB positivo ou com uma retração pequena. Nas contas da Tendências Consultoria, o PIB pode encerrar o ano entre zero e menos 0,3%. Para chegar nesse resultado, as variações nos próximos trimestres seriam de 0,9%, 1,5% e 0,9% sempre considerando a série com ajuste e comparando o trimestre com o período imediatamente anterior. Estes resultados viriam, portanto, na sequência da queda de 0,8% do primeiro trimestre sobre o quarto de 2008.

A MB Associados aposta em variação nula (zero) do PIB de 2009. Nesta conta, e olhando para os mesmos trimestres de 2008, o PIB do segundo trimestre ainda cairia 1,35% (menos que a queda de 12,8% dos primeiros três meses), e depois começaria a recuperação com 0,2% e 2,9% no terceiro e quarto trimestres, respectivamente.

No primeiro trimestre, no setor externo, foi apurada redução forte no volume de exportações e importações de bens e serviços. As vendas externas caíram 15,2% sob efeito das forte retração no comércio mundial. Já as importações apresentaram diminuição de 16% como reflexo da baixa na atividade econômica interna, seja pela desaceleração do consumo como pela redução dos investimentos em máquinas e equipamentos.

Sob a ótica da oferta, o setor de serviços foi o único a crescer nos três primeiros meses do ano – 0,8% em relação ao quarto trimestre e 1,7% sobre o primeiro trimestre de 2008. O departamento de pesquisas econômicas do Bradesco ressalta que o segmento tem forte relação com o bom desempenho do consumo das famílias, estimulado pelo crescimento ainda forte da renda real . Além disso, metade dos gastos das famílias é feito em serviços.

O Bradesco identifica uma mudança no comportamento de consumo recente do brasileiro, que teria deixado de aquirir bens duráveis, mais caros, e passado a consumir mais serviços. Na avaliação do banco, este setor, com maior peso entre os componentes da produção, de 60%, foi o principal responsável para o relativo bom número do PIB. A expectativa do banco é dos serviços e do consumo das famílias continuarem em expansão devido aos reajustes do salário mínimo, Bolsa Família e aposentadorias vinculadas ao mínimo e da política de corte de alíquotas no IPI. A maior alta do setor, de 7%, ocorreu com o segmento “outros serviços” – serviços prestados a empresas, domésticos, de saúde, educação e cuidados pessoais.

A indústria acentuou a queda registrada no último trimestre de 2008. Na comparação com igual período do ano anterior, o tombo chegou a 9,3% no primeiro trimestre de 2009, depois de cair 2,1% no fim de 2008.

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