Dados foram apresentados pela Anda, na reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, nesta segunda-feira (20), em Brasília.
Comércio de fertilizantes supera 18 milhões de toneladas
Redação (21/10/2008)- Entre os meses de janeiro e setembro de 2008, o comércio de fertilizantes foi de 18,1 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, o volume registrado foi de 17,5 milhões de toneladas, o que equivale ao crescimento de 3,8%. A produção permaneceu a mesma nos dois anos, ao apontar 7,2 milhões de toneladas. As importações aumentaram de 12,7 milhões de toneladas, em 2007, para 13,6 milhões de toneladas em 2008. As exportações passaram de 520 mil toneladas, nos primeiros nove meses do último ano, para 397 mil toneladas, até setembro de 2008.
Os dados foram apresentados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), na reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, nesta segunda-feira (20), em Brasília.
De acordo com o diretor-executivo da Anda, Eduardo Daher, o cenário de fertilizantes, em 2009, será influenciado por três fatores. “Vai depender do valor do barril de petróleo, gás natural e derivados; do câmbio e dos preços das principais commodities como soja, milho e trigo”, afirmou.
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O presidente da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, Cristiano Walter Simon, ressaltou que o agricultor brasileiro já conta com tecnologia favorável, aplica bem o corretivo de solo, faz adubação e controle fitossanitário de acordo com critérios recomendados, não desperdiça produto e as condições climáticas prometem ser convenientes. “Esses fatores podem ser positivos para o setor no próximo ano”, enfatizou.
Na reunião, o diretor de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), Wilson Vaz Araújo, apresentou as medidas do governo para o agronegócio em relação à crise econômica mundial. A comparação dos financiamentos da safra passada, no período de julho a setembro, indica crescimento em 2008. “Em 2007, nesses três meses foram R$ 14,2 bilhões financiados e, agora, estamos em R$ 15,5 bilhões. Do ponto de vista do crédito bancário, estamos numa situação superior. O governo vai trabalhar para que as liberações continuem dentro das necessidades dos agricultores e cooperativas, até novembro”, finalizou.





















