Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Venezuela libera preços de produtos alimentícios

Objetivo é combater o desabastecimento e incentivar a produção, num momento em que a economia mostra indícios de que está perdendo a vitalidade.

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Redação (13/08/2008)- O governo venezuelano liberou os preços de sete produtos alimentícios tabelados e aumentou o limite de preços de outros, numa tentativa de combater o desabastecimento e incentivar a produção, num momento em que a economia mostra indícios de que está perdendo a vitalidade, após anos de crescimento alto. Aveia, atum em lata, atum fresco, sal e alguns cortes de suíno foram excluídos da lista de controle de preços. Maionese, margarina, molho de tomate, pão, carne, massas e óleos vegetais tiveram seus limites de preços expandidos de 50% a 75%. A decisão foi publicada no Diário Oficial venezuelano.

Dados econômicos divulgados ontem mostram que o governo tem com o que se preocupar. A produção industrial do país registrou contração em maio, puxado para baixo pela siderurgia e pela indústria têxtil. A queda foi de 1,4% em relação a maio do ano passado e de 0,13% em relação ao mês anterior. As vendas de varejo cresceram 22% em maio, quando comparadas ao mesmo mês do ano passado. Entretanto, em relação a abril, as vendas tiveram uma queda de 42%, numa indicação de que a economia continua a esfriar, depois de anos de expansão econômica. As vendas de atacado também contraíram em maio em relação a um ano atrás: – 0,6%. A economia venezuelana cresceu 4,8% no primeiro trimestre, o menor resultado de expansão em quatro anos. O crescimento do segundo trimestre deve ser divulgado nos próximos dias.

No setor de alimentos, o governo do presidente Hugo Chávez já teve de liberar os controle sobre os preços de alguns alimentos neste ano. A produção de alimentos vem caindo devido às reduzidas margens de lucro provocadas pelo tabelamento dos preços e o desabastecimento se disseminou pelo país. A inflação no setor de alimentos alcançou 50% em julho, quando comparada ao mesmo mês do ano passado. Essa é uma da principais razões da queda de popularidade do governo.
" Os ajustes são inevitáveis " , disse Carlos Machado Allison, economista de Caracas especializado em agricultura. " O aumento mostra que o governo vai aumentar os preços aos pulos, e não progressivamente. " Para Boris Segura, economista do Morgan Stanley em Nova York, os aumentos vão servir para piorar as pressões inflacionárias e não devem servir para estimular novos investimentos no país. " Eles estão gerenciar a inflação de modo microeconômico " , disse Segura. " É tudo muito ad hoc. " Um indicador de desabastecimento elaborado pelo Banco Central, que mede a porcentagem de lojas em que o consumidor não consegue encontrar certos produtos, mostrou que a escassez em julho chegou a 12,1% em todo o país, bem abaixo dos 24,7% registrados em fevereiro.

O governo está tentando ganhar mais controle sobre a indústria de alimentos e decretou medidas legais para prender comerciantes que estejam estocando produtos por mais de três meses. Segundo Felix Osorio, ministro de Abastecimento, " em tempos de crise, é necessário que os governos possam produzir alimentos e comercializá-los. Se eles deixarem tudo nas mãos da iniciativa privada, certamente terão problemas " , disse Osorio.

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