Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Câmbio e insumos são entraves à produção

O preço das commodities está positivo, mas o câmbio é determinante para definir a rentabilidade dos produtores.

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Redação (13/12/2007)- O câmbio desfavorável para as exportações e a alta nos preços dos insumos utilizados no campo preocupam os agricultores gaúchos que começam o plantio da safra 2007/2008. Estudo relativo aos custos de produção divulgado ontem pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (Fecoagro/RS) mostrou a elevação dos gastos previstos para as safras de soja e milho. "O preço das commodities está positivo, mas o câmbio é determinante para definir a rentabilidade dos produtores", explicou Rui Polidoro, presidente da entidade.

Na safra de soja, o primeiro levantamento pós-plantio aponta uma área cultivada de 3,9 milhões de hectares, com um rendimento médio estimado de 2,4 mil kg/ha. A expectativa é de colheita de 9,38 milhões de toneladas. O custo total de produção para a safra é de R$ 28,97 a saca, uma elevação de 16,72% em relação à safra passada, estimulada, principalmente, pela elevação do preço de fertilizantes e outros insumos. O preço de mercado, tendo por base a primeira semana de dezembro de 2007, é de R$ 37,50 a saca. O produtor terá de colher 30,9 sacas de soja por ha para cobrir o custo total de produção. A margem líquida é de R$ 8,53, ou 29,43%. "Não fosse pelo câmbio, possivelmente teríamos as melhores margens dos últimos anos", comenta Tarcísio Minetto, consultor econômico da Fecoagro/RS e autor do levantamento.

No caso do milho, a segunda estimativa indica área de 1,42 milhão de hectares, 4,8% acima da safra passada. A colheita será de 6,17 milhões de toneladas, sendo que 87% da área já está plantada. Os gastos com fertilizantes e outros produtos usados na lavoura ampliarão o custo em 15,07%. O produtor terá de colher 61,34 sacas por hectare para cobrir a produção e terá margem de R$ 5,53 por saca, ou 30,42%. O preço do produto poderá aumentar conforme a demanda nos Estados Unidos para a produção de etanol.

O custo de produção do trigo, na safra 2007, foi revisado para cima em 12,29% sobre o ano passado. A previsão de colheita é de 1,7 milhão de toneladas em 830 milhões hectares plantados. O resultado para o trigo é negativo, com prejuízo de R$ 5,05 por saca, margem negativa de 17,11%.
Mesmo com este cenário, os resultados gerais serão positivos pela segunda safra seguida, após as quebras nos dois

últimos anos. "A safra anterior foi boa e deu início a um movimento de recuperação, embora os preços não tenham sido tão bons. Para a próxima safra, esperamos resultado igual, podendo melhorar conforme o clima e as cotações", explicou Rui Polidoro. A continuidade da recuperação possibilitará o pagamento de parte da dívida dos agricultores gaúchos, que chega a R$ 11 bilhões. "Nesse ritmo, a dívida poderá ser quitada em dez safras", comentou. Com relação à alta nos preços de alimentos ao longo de 2007, que só na Região Metropolitana de Porto Alegre foi de 11,25% de acordo com estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a entidade explica que os custos totais de produção aumentam anualmente. Durante o Plano Real, o IGP-DI cresceu 265%, muito acima dos preços das commodities. A Cesta Básica teve seu preço reajustado em 204,4% no período. "A alta nos preços ocorreu apenas neste ano, mas há perdas acumuladas", alertou Minetto.

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