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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
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Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,17 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.173,45 / t
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Economia do PR encolheu após a crise do agronegócio

A participação no PIB brasileiro, que era de 6,3%, passou para 5,9%.

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Redação (27/11/2007)- Assim como a “década perdida” do Brasil nos anos 80, o Paraná também teve o “ano perdido”. Em 2005, a crise do agronegócio brasileiro impactou diretamente a economia paranaense. O Produto Interno Bruto (PIB) tendeu à estabilidade, com queda de 0,1% em relação a 2004. A participação no PIB brasileiro, que era de 6,3%, passou para 5,9%, segundo a pesquisa Contas Regionais do Brasil, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os estados do Sul tiveram o pior desempenho na evolução do PIB em 2005. Santa Catarina até registrou um pequeno crescimento (1,6%), mas a participação na economia brasileira permaneceu o mesmo (4%). Os resultados do Rio Grande do Sul o colocaram na última posição do ranking dos 26 estados mais o Distrito Federal. O PIB teve redução de 2,8%, e a participação nacional, caiu de 7,1% para 6,7%. Por trás desses resultados está sempre o agronegócio. O estado catarinense conseguiu crescer porque depende menos do campo: 43% de sua economia está ligada ao setor de serviços e 34% ao industrial, enquanto o agronegócio representa apenas 8%.

No Paraná, a atividade de agricultura, silvicultura e exploração vegetal caiu 9,2% em 2005. As culturas de milho e soja, que sozinhas representam quase 50% renda da atividade, são as principais “culpadas” pelos números negativos. “A oferta mundial de grãos aumentou bastante, no mesmo período em que a China reduziu suas importações. Com isso o preço das commodities caiu muito, justamente em um período em que a taxa de câmbio era bastante desfavorável ao Brasil”, avalia o diretor presidente da Estação Ibmec Business School, Judas Tadeu Grassi Mendes. Para ele, o “ano perdido” foi algo pontual e a economia paranaense deve voltar a apresentar números positivos a partir de 2006, com a alta dos preços agrícolas.

Outro agravante para o setor agrícola em 2005 foi a estiagem prolongada. “Desde 2003 os estados do Sul vêm sofrendo com a estiagem, isso vai contaminando os outros setores”, diz Alessandra Poça, técnica da pesquisa de Contas Regionais do IBGE. “Com a seca e queda na produção, os produtores ficaram bastante descapitalizados. Tanto que em 2006, apesar do clima bastante favorável, o setor não cresceu tanto quanto poderia”, avalia o técnico do Conselho Nacional de Abastecimento (Conab), Eugênio Stefanelo e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Unifae. Para ele, a recuperação do agronegócio só deve se refletir com força no PIB de 2007.

A estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgada na semana passada, é que a economia paranaense cresca cerca de 6% esse ano. O número supera os 4,7% estimados pelo mercado para o PIB nacional e foi calculado com base nas estatísticas disponíveis até a primeira quinzena de novembro.

O professor do Programa de Doutorado e Administração do Unicenp, José Henrique de Faria, diz que a industrialização recente foi muito importante para o desenvolvimento do estado. “Há 15 anos, o Paraná era absolutamente dependente dos produtos agrícolas. Agora a indústria, especialmente a automobilística, tem uma base aqui. Não dá para alcançar o nível de São Paulo, por exemplo, mas já é uma participação importante.” Em 2002, a indústria respondia por 18% do valor adicional bruto do Paraná. Em 2004, esse número subiu para 20,9%, mas caiu para 19,5% em 2005. O PIB do setor industrial caiu 0,1% em 2005. O setor de serviços cresceu apenas 1,5%.

Entre as atividades que aumentaram a participação no total de riquezas geradas está a de intermediação financeira, seguros e previdência complementar, que passou de 5,2% para 6,6% no Paraná e de 5,8% para 7,1% em todo o Brasil.

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