O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai divulgar, em novembro, um programa com a classificação obtida pelos Estados brasileiros contendo regras definidas para o controle de doenças como a Influenza Aviária e a Newcastle, que permitirão o trânsito de aves.
Programa de classificação de aves sai até novembro
Redação (27/09/07) – Após a verificação da funcionalidade do serviço de defesa sanitária, os Estados receberão a classificação, que varia de acordo com a avaliação da melhor condição de enfrentar o risco das duas doenças.
Será uma espécie de circuito paralelo nos moldes daquele estabelecido para o trânsito de bovinos e que apresenta status sanitário específico para a febre aftosa. O Estado que apresentar melhor classificação poderá transitar com as aves para áreas limítrofes, incluindo países geograficamente próximos, como a Bolívia. Uma exceção será a norma impedindo que os animais vivos circulem entre Estados com circuitos diferenciados.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (26-09) pelo médico veterinário Marcelo de Andrade Mota, coordenador de fiscalização do Sistema de Vigilância Sanitária Animal do Ministério da Agricultura durante o XX Congresso Latinoamericano de Avicultura, que acontece até sexta-feira na sede da Fiergs, em Porto Alegre.
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Entre as restrições analisadas para a classificação dos Estados estão a inclusão de critérios como a estrutura das empresas. No total, o Brasil conta com 1.621 estabelecimentos de produção avícola registrados no Ministério da Agricultura. "O número é uma garantia de que o País, por sua condição de sanidade, pode ascender em diferentes mercados", assegurou Mota. Para o técnico, o grande desafio do governo brasileiro é estruturar regras básicas para o controle sanitário. Para tanto, somente em 2006, a União investiu cerca de US$ 20 milhões no serviço sanitário animal. O valor inclui a definição do programa de classificação.
Até o momento, o Mapa auditou vários estados, como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mas existem estados que não solicitaram a auditoria, como Acre, Amazonas, Roraima e Amapá. A auditoria identificou que o Rio Grande do Sul apresenta uma bem montada estrutura de vigilância sanitária em aves. "Identificamos que o Rio Grande implementa em toda a sua cadeia produtiva ações de vigilância, e que já se organizou para atender as principais demandas nos quesitos sanitários", antecipou Mota. As informações são da assessoria de imprensa do evento.
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