A assinatura de acordo envolvendo Previ, BB Investimento, Serpros, BNDES e bancos credores dá condições à Companhia para retomar suas atividades em ritmo compatível com o crescimento do agronegócio.
Kepler Weber se reestrutura para recuperar liderança de mercado
Redação (12/09/07) – A Kepler Weber assinou contrato de reestruturação das dívidas e se fortalece para retornar à posição de liderança no mercado de armazenagem do Brasil e América Latina. A reestruturação contempla alongamento de dívida de R$ 170 milhões, conversão de créditos em capital de R$ 170 milhões, redução de dívida de R$ 40 milhões e aporte de capital de R$ 110 milhões em dinheiro novo – totalizando aproximadamente R$ 500 milhões. O objetivo do acordo foi de adequar o nível do endividamento da Companhia à sua capacidade de geração de caixa. Assim, a Kepler Weber está convicta que a retomada da liderança acontecerá no curto prazo em função de sua marca, e capacidade tecnológica e fabril.
Com o novo cenário, seu presidente, Anastácio Fernandes Filho, considera a Kepler Weber preparada para retomar suas atividades de forma compatível com o aquecimento do setor em face ao novo período de prosperidade. “Em função do crescimento do mercado, já temos demanda para operar nossas fábricas neste ano. A previsão para 2008 é ainda mais positiva”.
A posição de liderança da Kepler Weber está amparada na sua capacidade produtiva de processar 100 mil toneladas de aço por ano em suas plantas de Panambi (RS) e Campo Grande (MS) – o que é incomparavelmente superior a de qualquer empresa do mesmo segmento no Brasil ou América Latina. Diante da nova situação, a Companhia já tem uma programação de admissões necessárias para acompanhar o nível de produção para os próximos meses. O presidente informa que o plano de reestruturação prevê inicialmente a recuperação de market-share no mercado interno que a Companhia detinha no passado. “À medida em que isto acontecer, evidentemente a empresa terá disposição para consolidar sua posição de liderança no Brasil e avançar no mercado internacional.”
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O presidente acrescenta que a retomada passa necessariamente pela continuidade da excelente relação comercial com os fornecedores. “Pretendemos reforçar esta parceria com os nossos fornecedores para juntos desfrutarmos a realidade de crescimento,” enfatiza Anastácio.
A demonstração de liderança da Kepler Weber pode ser comprovada através da carteira de pedidos atual, que está acima do esperado no plano de reestruturação tanto no mercado interno quanto no exterior. “A Kepler é uma Empresa com capacidade de reação de vendas e produção muito forte em função da força da marca e capacidade técnica. Com a conclusão da reestruturação, seis bancos, Banco Itaú BBA, Banco ABN AMRO Real, Banco Alfa de Investimento, Banco Santander Banespa, Banco BBM e Unibanco, deterão 40% do capital total da Companhia.
Reestruturação de R$ 500 milhões
A Kepler Weber S.A. informa nesta terça-feira (11.09) através de fato relevante, os detalhes do acordo de investimentos e reestruturação. Os atuais acionistas Previ, BB Investimento e Serpros, proprietários de 70,14% do capital da Kepler Weber, capitalizaram a totalidade de seus créditos, representada por notas promissórias no valor de R$ 47 milhões, e realizaram um aporte de novos recursos no valor de R$ 110 milhões. Previ e BB Investimento foram responsáveis por R$ 45 milhões, cada, e Serpros por R$ 20 milhões.
Os bancos credores Banco Itaú BBA, Banco ABN AMRO Real, Banco Alfa de Investimento, Banco Santander Banespa, Banco BBM e Unibanco converterão em ações os créditos no valor de R$ 125 milhões. Adicionalmente, haverá uma redução da dívida com esses bancos no valor de R$ 36 milhões.
Um segundo grupo de credores, composto pelo Banco do Brasil, Bradesco, Votorantim, HSBC, Finep e Safra, titulares de créditos no valor total de R$ 136 milhões, serão pagos com os recursos de uma debênture simples, conjugada com um bônus de subscrição e darão fiança garantindo o adimplemento pela Companhia. Além disso, a dívida já existente com BNDES de R$ 38 milhões será alongada em nove anos, com carência de dois anos.





















