Os contratos futuros da soja encerraram a segunda-feira (23/07) no mais baixo patamar em quase um mês na Bolsa de Chicago,pressionados por notícias relacionadas ao clima em regiões produtoras do Meio-Oeste dos EUA.
Soja tem forte retração em Chicago
Redação (24/07/07) – Os papéis para agosto fecharam a US$ 8,1625 por bushel, em queda de 34 centavos de dólar, ao passo que novembro recuou 34,25 centavos de dólar, para US$ 8,41. Os preços do farelo e do óleo de soja acompanharam a curva do grão e também registraram forte queda.
A retração começou a ser desenhada a partir de previsões meteorológicas divulgadas pela DTN Meteorlogix, que prevê chuvas benéficas às lavouras em área dos Estados de Iowa e Missouri a partir de hoje, e em Illinois, Indiana e Ohio no fim da semana.
Conforme Vinícius Ito, da Fimat Futures, o tombo de ontem foi recebido com preocupação pelos traders de Chicago, sobretudo porque as cotações já haviam recuado quase 7% na semana semana.
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Ito observa que, no período, os fundos de investimentos venderam cerca de 19 mil contratos e que houve queda da ordem de 21,1 mil contratos em aberto. Os traders, realça, temem que vendas mais agressivas por parte desses fundos tirem mais sustentação do mercado – que, apesar das sucessivas baixas, segue com cotações bem acima da média histórica, que tende a US$ 6 por bushel.
Após o fechamento da sessão em Chicago, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) divulgou que 61% das plantações de soja do país encontram-se em boas ou excelentes condições, ante 62% no dia 15 e 54% nesta mesma época da safra passada (2006/07). Era mais ou menos o esperado.





















