O Estado deve pelo menos dobrar a área de soja plantada com semente certificada na safra 2007/08 em comparação com os 20% dos 3,9 milhões de hectares do período anterior.
Uso de semente legal crescerá no RS
Redação (06/06/07) – A média histórica do Estado é de pouco mais de 50%, mas no ciclo 2005/06 chegou a cair para cerca de 7% devido à proibição do plantio de transgênicos combinada com o pico da produção própria de sementes pelos agricultores a partir do grão que começou a ser contrabandeado da Argentina na segunda metade dos anos 90.
Neste ano, o Estado dispõe de 200 mil toneladas de sementes certificadas, o suficiente para cobrir 100% das lavouras locais, diz Narciso Barison Neto, presidente da Apassul, que representa as sementeiras gaúchas. Desse total, 10% são sementes multiplicadas pelos agricultores em estabelecimentos com inscrição no Ministério da Agricultura e 96% são transgênicas, explica ele. O Rio Grande do Sul também vende sementes para outros Estados.
Segundo Barison Neto, o plantio com sementes fiscalizadas deve superar 40% da área total, podendo chegar a 60%, já perto do recorde de 65% registrado em 1998, quando a corrida ao produto argentino estava no início. Para o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro), Rui Polidoro Pinto, o índice deve alcançar facilmente os 50% porque os produtores estão mais adaptados ao manejo das sementes transgênicas legalizadas e porque os preços estão acessíveis, com uma relação de 1,3 a duas vezes o valor do grão reservado na propriedade para o plantio.
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Na safra 2006/07, o uso de sementes certificadas cresceu porque a multiplicação foi legalizada, lembra Barison Neto. Mesmo assim, a área ainda ficou abaixo da média no Estado porque a disponibilidade era pequena, e o programa troca-troca de grãos por sementes, promovido pelo governo federal, não emplacou. Das 46 mil toneladas oferecidas, só 16 mil foram tomadas por agricultores.
O superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Francisco Signor, acredita que dois terços das lavouras serão plantadascom sementes legalizadas e promete fiscalização rigorosa contra lavouras ilegais. Na semana passada, a superintendência relatou o registro de uma plantação irregular de milho transgênico no Estado ainda na safra passada. Segundo ele, o laudo só foi concluído agora porque na época não havia laboratório licitado para os exames.























