O Brasil, maior exportador de frangos do mundo também se destaca na qualidade da saúde dos seus plantéis.
Atenção às medidas para a introdução de um novo lote de frango de corte
Redação AI (29/05/07) – No momento em que viroses, como a influenza aviária, dizimam a avicultura em diversos países, nos plantéis brasileiros, essa é uma enfermidade exótica. Outras enfermidades de igual risco, como laringotraqueíte aviária e a doença de Newcastle no Brasil estão sob controle. Essa condição sanitária confortável deve-se em grande parte, à prática de rigorosos programas de biosseguridade implementados pelo setor produtivo, preocupado em obter um produto saudável. Esse controle é responsabilidade de todas as ramificações da avicultura uma vez que, independente do sistema de produção (intensivo ou semi-intensivo) e do produto (carne, ovos ou ornamentais), todas as aves estão sujeitas aos mesmos riscos de contrair enfermidades, que podem comprometer a produção avícola nacional.
Segundo Médico Veterinário da Uniquímica, César Luís Valandro, devido à pressão pelo aumento de produção, alguns cuidados básicos de biosseguridade estão sendo restringidos. "Se por um lado as exigências do mercado importador pressionam quanto à qualidade microbiológica da produção, por outro, o crescimento da demanda à carne de frango estimula a retração de medidas simples, mas indispensáveis, de manejo sanitário, como os procedimentos de higienização e tempo de vazio dos aviários entre alojamentos (vazio sanitário), colocando em risco a saúde do setor avícola. Outra constatação se faz quanto à adoção dos tipos de pisos", explicou.
Para reduzir os custos na construção dos estabelecimentos, grande parte dos aviários são de piso de chão batido, muito embora o piso liso (cimento, argamassa) facilite a higienização. "A higienização das instalações, associada ao vazio sanitário é fundamental para minimizar os riscos de infecções e a quebra do ciclo de vida de determinados agentes infecciosos", explicou.
Higienização compreende os procedimentos de limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos e correta eliminação dos resíduos da produção. Devem ser programados com antecedência, definindo-se uma seqüência lógica para a execução das atividades. Nesse processo, a limpeza é tão importante quanto a desinfecção. A remoção dos detritos e gorduras é imprescindível para o sucesso da desinfecção. Essa limpeza prévia deve ser feita com água limpa.
Os procedimentos de limpeza do aviário devem ser iniciados imediatamente após a saída das aves. "A limpeza pode ser subdividida em limpeza seca e limpeza úmida", disse.
Segundo Valandro, inicialmente faz-se a limpeza a seco, retirando-se os equipamentos e demais utensílios do aviário. "Nesse momento, pode-se fazer uso da chamada "vassoura de fogo", que consiste na queima das penas superficiais existentes sobre a cama de aviário, com o uso de um lança chamas. Faz-se a retirada da cama e de toda matéria orgânica, restos de ração e da sujeira impregnadas nos utensílios e nas paredes, vigas e cortinas. Os arredores das instalações também devem ser varridos e a grama aparada", explicou.
Já a limpeza úmida consiste na lavagem com água sob pressão, dos equipamentos, bebedouros e comedouros, das paredes, teto, vigas, telas, piso, muretas e cortinas, utilizando-se jatos fortes em movimentos de cima para baixo. "Esse procedimento é dificultado quando a cama não for removida do aviário. Após secagem é preciso realizar a desinfecção", explicou o Médico Veterinário, César Luís Valandro, da Uniquímica.





















