Após encerrar o ano de 2006 com resultados abaixo das expectativas, a Fort Dodge Animal Health – divisão veterinária do grupo farmacêutico americano Wyeth – espera voltar a crescer no mercado brasileiro.
Fort Dodge planeja crescer acima da média do mercado
Redação (27/03/07) – Diptendu Mohan Sen, presidente Fort Dodge, prevê para este ano um crescimento de 6% em receita. "Talvez possamos chegar a um crescimento maior, porque os mercados estão voltando à normalidade. Há sinais de melhoria, principalmente na pecuária bovina".
Já há sinais de melhoria no mercado pecuário brasileiro, afirma Diptendu Mohan Sem, presidente da Fort Dodge Leia também no Agrimídia:
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Se alcançado, o crescimento da empresa será superior ao previsto pelo. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) prevê para o setor um crescimento entre 3% e 4% em relação a 2006, quando as indústrias faturaram R$ 2,4 bilhões.
No ano passado, a Fort Dodge esperava um crescimento de 8%, mas fechou com receita estável de R$ 127,5 milhões. O executivo afirma que os preços mais baixos da arroba do boi e os problemas causados pelo ressurgimento da febre aftosa no Mato Grosso do Sul e no Paraná reduziram os ganhos dos pecuaristas. E, por conta disso, passaram a gastar menos com produtos para saúde animal. Os produtos para bovinos representam 57% da receita da empresa no Brasil.
Na área avícola, segundo principal foco de vendas da empresa, o surgimento de focos de gripe aviária na Europa no primeiro semestre obrigou o setor a reduzir produção, afetando indiretamente o setor de saúde animal. "Em compensação, o mercado de eqüinos foi muito bem. Crescemos 16%", afirma. O setor de ovinos e caprinos, segundo Sen, também cresceu acima de 10% e há previsões para manter o ritmo de expansão neste ano. "Estamos acompanhando com carinho estes mercados".
Neste ano, o grupo espera crescer com a retomada do crescimento dos setores de pecuária bovina e avicultura. Para tanto, a empresa investiu neste ano US$ 400 mil para concluir a modernização de um laboratório de pesquisa em Campinas (SP), a partir de onde o grupo desenvolverá linhas para os mercados interno e externo. Em 2006, a Fort Dodge investiu R$ 5,4 milhões em seu complexo industrial.
A empresa também possui fábricas nos EUA, na Irlanda, Holanda, Itália, Taiwan, Espanha e Austrália. De acordo com Sen, a empresa fatura por ano US$ 900 milhões. Desse total, US$ 120 milhões foram obtidos na América Latina, sendo que mais de 50% desse valor referem-se às vendas no Brasil.
"O Brasil é um mercado muito importante e também tem se tornado um dos principais pólos de exportação", afirma Sen. Em 2006, os embarques da empresa cresceram 21%, para US$ 13,2 milhões, com entregas para América Latina, Ásia e África. De acordo com Sen, os embarques devem aumentar neste ano com as vendas de uma linha de produtos de combate a parasitas internos (endectocidas) para bovinos, lançado o ano passado.
A empresa também lançou no fim de 2006 uma linha de produtos para aves, cuja demanda, segundo o executivo, começa a aumentar fortemente agora.
A Fort Dodge prevê ainda lançar três novas linhas de produtos no Brasil, sendo um deles um antiparasitário para animais de companhia, e uma vacina para aves, que já é comercializada nos EUA e no Canadá e, no Brasil, está em fase de registro no Ministério da Agricultura. No curto prazo, a empresa espera colocar no mercado uma vacina para suínos contra o circovírus, já registrada pelo governo.





















