A americana Schering-Plough Saúde Animal, terceira maior do segmento veterinário com 8,1% de participação no mercado brasileiro, cresceu acima da média do setor em 2006 e neste ano espera manter o mesmo ritmo de expansão. Para tanto, a empresa lança uma linha de produtos voltados para piscicultura e carcinicultura (cultivo de camarão).
Schering-Plough entra na área de aqüicultura
Redação (16/02/07) – Fernando Vasconcelos Heiderich, presidente da empresa no Brasil, estima que o mercado potencial de produtos veterinários para aqüicultura (cultivo de peixes e crustáceos em cativeiro) seja da ordem de R$ 23 milhões por ano. “Este mercado é pouco explorado e é aí que queremos navegar. Mas não se pode ainda estimar quanto podemos abocanhar no primeiro ano de atividades”, afirma.
De acordo com o executivo, os produtos veterinários concorrentes, utilizados por esse segmento no Brasil, são importados e não foram submetidos a testes de eficiência. Na primeira fase do negócio, a empresa também importará produtos, que já são utilizados pela Schering-Plough nos Estados Unidos e na Europa.
“Há interesse em produzir essas linhas a partir do Brasil. Tudo depende da aceitação das linhas no mercado”, diz Heiderich. Entre os produtos lançados estão vacinas, antibióticos, antiparasitários e suplementos alimentares. A divisão de produtos para aqüicultura foi criada no ano passado pela empresa – que também mantém as divisões de pecuária, animais de companhia, suinocultura e avicultura.
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Em 2006, o grupo registrou um crescimento de 11,8% no faturamento, para R$ 200 milhões. Em dólares, o incremento foi de 14,6% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o mercado de saúde animal teve incremento de 7%, para R$ 2 bilhões.
Para 2007, a meta da Schering-Plough é incrementar a receita com vendas em 11%. “Essa é a nossa sina, tentar crescer sempre acima do mercado”, afirma. Heiderich diz que também analisa uma nova expansão do seu complexo industrial no Brasil.
Em 2005, a empresa já havia inaugurado uma fábrica em Cotia, que teve investimento de R$ 3,5 milhões e tem capacidade para produzir 2 milhões de unidades por mês. A fábrica vai produzir dois antiparasitários – que antes eram importados – e neste ano devem alcançar a capacidade plena, respondendo por até 6,5% do seu faturamento no país.
Heiderich observa que o ano de 2006 foi favorecido pela melhora nos segmentos de pecuária leiteira e suinocultura. “Outro segmento que cresceu muito foi o de produtos para eqüinos”, acrescenta. O carro-chefe das vendas foram as vacinas contra febre aftosa, que aumentaram 7% em relação a 2005, para 75 milhões de doses. No segmento de pecuária leiteira, a empresa também planeja lançar uma vacina neste ano.





















