Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,56 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,92 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,12 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 177,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 189,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 200,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,46 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,36 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,05 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,09 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.217,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 212,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 191,00 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 184,52 / cx

UBA aponta desafios enfrentados pela avicultura do Brasil em 2006

Em artigo divulgado em seu site – www.uba.org.br – o

presidente da União Brasileira de Avicultura, Zoé Silveira D Avila, fez um balanço das dificuldades enfrentadas pelo setor ao longo de 2006.

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Redação (15/12/06) – O Brasil tem uma das mais desenvolvidas aviculturas comerciais do mundo e, ao que tudo indica, não perderá este posto tão cedo. Ao longo de 2006, o país conseguiu lançar o Plano Nacional de Prevenção à Influenza Aviária e Doença de Newcastle, alicerce de complexo programa que alçará a sanidade brasileira a novo
patamar. A globalização levou o país a optar por modelo que prevê a
regionalização da avicultura. A medida permite indiretamente preservar mercados. Assim, problemas localizados em determinadas propriedades não afetarão a exportação das demais regiões. Avançamos lentamente, porém de maneira consistente. Precisamos trabalhar e acelerar os processos ainda mais.  

Mesmo terminando o ano numa curva ascendente – aumento das vendas nos mercados interno e externo – a atividade teve impacto negativo pela ameaça da influenza aviária que deprimiu o mercado avícola em todo o planeta. As empresas exportadoras também enfrentaram uma Europa protecionista que, com base no estabelecimento de cotas mínimas ainda mais rigorosas, pretendia soterrar nossas vantagens competitivas e elevar o preço do nosso produto. 

Contrariando os pessimistas, a influenza aviária não chegou ao país. Mas o setor não ficou esperando de braços cruzados que o H5N1 fosse trazido para o território brasileiro por aves silvestres ou chegasse por portos ou aeroportos. As empresas fizeram a lição de casa e aplicaram medidas de biosseguridade rígidas para proteger os seus plantéis, além de preparar seus colaboradores para identificar e lidar com uma situação indesejada. A UBA-União Brasileira de Avicultura, em parceria com a ABEF-Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos, desempenhou um papel importantíssimo de divulgador de
informações científicas a fim de trazer para um plano racional o clima de alarmismo que estava em formação. 

Ainda que o Governo Federal tenha limitado os recursos para a execução do plano de regionalização, essa liberação permitiu que, os departamentos do Ministério da agricultura envolvidos no processo, dessem início a algumas ações previstas. Particularmente positiva foi a decisão do MAPA de credenciar mais laboratórios e realizar um programa amplo de treinamento dos veterinários oficiais que atuam na execução de programas sanitários e de técnicos de laboratório para operar os equipamentos RT-PCR recém adquiridos. O objetivo é
contar com equipe capaz de operar equipamentos de primeira geração e efetuar análises que garantam a detecção de suspeita de doença das aves com mais agilidade. Medidas como essa não apenas melhoram a imagem do país como favorecem os exportadores e a balança comercial do Brasil.

Uma das principais características da avicultura no Brasil é conter o êxodo rural, estimular a pequena propriedade e, por não ser uma atividade sazonal, permitir uma melhor distribuição de renda e incentivar o produtor. A atividade comercial repousa nessa premissa e fomenta a atividade familiar por intermédio do sistema de integração. Gera 4 (quatro) milhões de empregos. A responsabilidade é grande. Por isso, nosso compromisso de 2007 compõe uma agenda ainda mais extensa. 

Sendo exportador e por ter características próprias, o setor apresenta
demandas específicas. As negociações com organismos internacionais como OMC – Organização Mundial do Comércio e Comissão das Comunidades Européias, em Bruxelas, exigem cada vez mais profissionais que reconheçam a iniciativa privada como aliada. No mundo globalizado não é apenas louvável, mas é fundamental a
parceria entre governo e iniciativa privada. Negociações bem sucedidas
representam o sucesso de todos.  

Uma avicultura pujante requer infra-estrutura adequada. Assim como outras atividades industriais, ela precisa de transporte e portos modernos tanto em equipamentos quanto em gestão. Medidas que buscam o crescimento do país favorecem igualmente a avicultura. Há muito a ser feito. O cronograma de atividades será extenso em 2007. A indústria precisará melhorar ainda mais sua produtividade e a qualidade do seu produto. A agenda do governo é ainda mais ampla. 

A iniciativa privada deseja que o próximo governo tenha a preocupação e a sensibilidade com o agronegócio para se alcançar objetivos maiores e se coloca à disposição para colaborar com o seu aprimoramento. Acreditamos em parceria, crescemos com ela. Sanidade animal é um patrimônio do país, tão ou mais importante que as reservas de minérios e petróleo. Mantê-la significa preservar o futuro de nossos filhos e netos. A UBA espera que neste novo ano que se inicia a atividade conquiste as condições de se tornar ainda mais vigorosa, crescendo
dentro e fora do país e trabalhando incessantemente para isso.

 
Zoe Silveira d””””””””Avila
Presidente da UBA

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    R$ 168,87
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