Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,25 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,55 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,04 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,66 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 198,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 208,49 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 221,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,69 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,88 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,49 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.114,33 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 224,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 193,77 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 178,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 189,43 / cx

MPE compra participação da Smithfield na Carrolls

O grupo MPE comprou a participação de 50% da americana Smithfield Foods e passou a controlar sozinho a Carrolls Foods do Brasil, empresa dedicada à produção de suínos no Mato Grosso.

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Redação (27/11/06) – A MPE, cujos carros-chefes são construção pesada e indústria naval, já tinha realizado movimento semelhante em 2005 com a compra da parte de sua parceira portuguesa na produção de sucos com a marca Sumol, no Estado do Rio de Janeiro.

Renato Ribeiro Abreu, presidente da MPE: foco no agronegócio, apesar do câmbio e dos gargalos logísticos do país

O diretor-presidente da MPE, Renato Ribeiro Abreu, não informa quanto pagou à gigante multinacional – maior produtora integrada de suínos do mundo, que deverá faturar US$ 11 bilhões em 2006 – pelo controle da Carroll”s. Mas disse que a estratégia da empresa mato-grossense para ampliar volume e ganhar competitividade está relacionada à aliança mantida com duas outras empresas, a Cooper Mutum e a Ideal Pork.

Juntas, as três pretendem elevar o abater a 4 mil animais por dia em 2007, ante os atuais 2,7 mil, para processamento no frigorífico Nova Mutum. O faturamento conjunto das parceiras, que exportam a produção basicamente para a Rússia, deverá alcançar R$ 165 milhões em 2006.

A Caroll”s enfrentou uma fase difícil entre outubro de 2005 e julho último em virtude das barreiras russas à carne suína de alguns Estados brasileiros – em decorrência da descoberta de febre aftosa em bovinos do Mato Grosso do Sul e do Paraná, no ano passado. E a expectativa é que a empresa encerre o ano sem lucro, mas também sem prejuízo. “O preço [do suíno] caiu muito. O quilo do animal abatido caiu de R$ 2,20 a R$ 2,30 para R$ 0,90. Agora está em torno de R$ 1,85 no Mato Grosso por causa da exportação”, observa Abreu.

A Carroll”s Foods do Brasil nasceu em 2001, resultado de investimentos de R$ 60 milhões. Em 2004 e 2005 faturou cerca de R$ 70 milhões, e neste ano a receita deverá cair para R$ 60 milhões. Abreu informou, ainda, que o foco da Smithfield no exterior está mais direcionado para a Europa, onde inclusive adquiriu a unidade de processamento de carnes de sua compatriota Sara Lee.

Apesar de seus carros-chefes estarem longe do campo, o presidente da MPE afirma que a aquisição do controle da Carroll”s é mais uma mostra de que o agronegócio continua no foco do grupo. E isso apesar do câmbio pouco simpático às exportações e dos gargalos na infra-estrutura do país, que seguem a prejudicar o escoamento da produção. Para ele, a saída para evitar perdas é correr atrás de mecanismos para reduzir custos e elevar a competitividade.

É o caminho trilhado, por exemplo, pela empresa do grupo que exporta camarões produzidos em cativeiro, também afetada pela desvalorização do dólar. Nesta frente, além do aumento da produtividade, a alternativa é buscar unidades de processamento no exterior, de acordo com Abreu.

A Valença da Bahia Maricultura, fazenda localizada em Valença (litoral baiano) que marcou a entrada do grupo no agronegócio, está com negociações avançadas para adquirir uma unidade para processamento dos camarões em Granville, na Normandia, no litoral francês. A proposta é beneficiar o produto mais perto do mercado consumidor. Das 450 mil toneladas mensais produzidas em viveiros em área de 1.150 hectares, a maior parte vai para a França – embora a exportação também inclua Espanha e Japão.

“Em 2004, a Valença faturou R$ 63 milhões. Chegamos a R$ 65 milhões em 2005 e estamos brigando para manter o mesmo patamar esse ano. Tivemos que reduzir custos. Tínhamos 1,1 mil empregados e passamos para 800. Vamos chegar a um lucro de R$ 5 a R$ 6 milhões, mas depois de muito trabalho”, afirma.

Já os sucos vão ser reposicionados no mercado brasileiro. O grupo MPE está reestruturando a atividade de sucos prontos para beber com a marca Sumol e definiu que não vai mais usar o nome herdado dos portugueses. Abreu diz que mesmo com a compra da participação da Portugal Sumolis no negócio, a brasileira Brassumo ficou o direito de uso da marca.

“Fizemos pesquisas e ouvimos especialistas, que nos indagaram a razão de continuarmos com uma marca que não era nossa. Como a fábrica de concentrados chegou a ficar parada por falta de insumos, a produção dos sucos prontos foi reduzida e identificamos que o momento era adequado para mudar a marca. Escolhemos Bom Sumo. Serão investidos R$ 8 milhões no lançamento, em dezembro, com foco no Rio, São Paulo e Minas Gerais. Está sendo montado um centro de distribuição em Duque de Caxias (RJ) na área da antiga Fábrica Nacional de Motores”, afirma Abreu.

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