Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Mercado

ABCS: 2023 inicia com indicadores positivos para a suinocultura, mas custo ainda preocupa

Associação aponta que sinais do mercado doméstico e de exportação indicam que 2023, do ponto de vista de valorização do suíno, deve ser um ano de melhor ajuste entre oferta e demanda

ABCS: 2023 inicia com indicadores positivos para a suinocultura, mas custo ainda preocupa

De acordo com o boletim de mercado divulgado pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o ano de 2023 tem tido bons indicadores para o setor de suínos. Segundo a publicação janeiro é sempre um mês desafiante para a suinocultura, mês de queda na demanda interna e externa e com estoques remanescentes do fim do ano anterior que acabam pressionando para baixo os preços pagos ao produtor. Porém, 2023 apresenta indicadores bem mais favoráveis que o início do ano passado, tanto nos preços praticados no mercado doméstico, quanto nas exportações.

Nas exportações o ano de 2022 fechou com volume exportado de carne suína in natura da ordem de 1.013.739 toneladas apenas 1.436 toneladas a menos que o ano anterior (-0,14%). Em receitas a redução foi de 2,7% (-US$ 67,5 milhões), com 2022 fechando em US$ 2,407 bilhões, contra US$ 2,475 bilhões em 2021. A China, que já representou mais de 55% dos embarques, terminou 2022 com pouco mais de 43% do volume exportado.

Embora 2022 tenha sido o pior ano em volumes embarcados para China desde 2020, o boletim aponta que somente os últimos 5 meses (de agosto a dezembro/22), esta sequência foi a melhor em exportações brasileiras de carne suína in natura para o gigante asiático em um final de ano, totalizando quase 230 mil toneladas. Além disso, desde agosto/22, o preço médio em dólar da carne vendida para a China tem crescido mensalmente , sendo que o valor de dezembro passado (US$ 2.687/ton) é o maior desde junho de 2021 e é 26,5% maior que dezembro de 2021 (US$ 2.124/ton). Estes são fortes indicativos de que a China tem retomado consistentemente as compras do Brasil, devendo se manter em alta por mais alguns meses.

Com relação a outros compradores, o ano de 2022 foi marcado pelo crescimento de alguns destinos importantes (tabela 3), com destaque para Filipinas, Singapura e Tailândia, além da habilitação de plantas para dois importantes mercados: México e Canadá que, por enquanto não figuram como compradores significativos de nossa carne, mas são importantes players no mercado mundial, com bom potencial para o futuro, além de chancelarem a sanidade do rebanho brasileiro.

Para o mercado doméstico, a associação explica que é preciso entender os movimentos sazonais e as tendências de crescimento da produção. Ainda não há números finais de produção do ano de 2022, mas dados publicados pelo IBGE, referentes ao segundo e terceiro trimestre do ano passado, já indicavam redução significativa no ritmo de crescimento da produção e disponibilidade interna de carne suína. Isso determinou o crescimento do preço do suíno, com pequenos recuos, desde março/22 até dezembro/22,.

A publicação afirma que estes sinais do mercado doméstico e de exportação indicam que 2023, do ponto de vista de valorização do suíno, deve ser um ano de melhor ajuste entre oferta e demanda. Fica o questionamento quanto ao custo de produção, se permitirá margens positivas suficientes para recuperar ao menos parte dos prejuízos da grave crise que assolou o setor nos últimos anos. O milho se manteve em 2022 em patamares de preço inferiores ao ano anterior, porém, o farelo de soja foi a matéria-prima que mais pesou na elevação do custo da ração, representada pelo MIX (74% de milho e 26% de farelo de soja).

Analisando a relação de troca do kg do suíno vivo (MG) com o kg dos principais insumos, quanto menor o valor pior para o suinocultor, a publicação conclui que fevereiro/22 foi de fato o o pior mês, havendo uma recuperação paulatina do poder de compra ao longo do ano e ficando relativamente estável nos últimos meses.

Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, previsões sempre estão sujeitas a erros e correções. “Baseando-se em informações atuais, ponderando sobre o que aconteceu no passado, e constantemente revisando estas projeções, além de acompanhando alguns indicadores e movimentos do mercado, hoje ainda podemos afirmar que as perspectivas para a suinocultura em 2023 são boas, mas é preciso acompanhar fatores que interferem na demanda de nossa carne suína e, principalmente, nos custos de produção, tais como: produção e exportação de carne suína da União Europeia (hoje em baixa), movimentos do mercado chinês (velocidade de recuperação do rebanho que foi reduzido ano passado), câmbio influenciando nossas exportações de carne e grãos, clima brasileiro e realização da primeira e segunda safra de milho, demanda mundial de grãos e situação de outros grandes exportadores de commodities (Argentina e Ucrânia), crise mundial anunciada como consequência da pandemia e da guerra da Ucrânia e conjuntura econômica brasileira”, conclui.

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