O investimento tem o objetivo de atender à demanda crescente pelo produto no Brasil.
CJ do Brasil investirá US$ 500 milhões em dez anos para produzir lisina
Redação (21/03/06) –A CJ do Brasil vai produzir 57,7 mil toneladas/ano do aminoácido lisina componente extraído da cana-de-açúcar utilizado para balancear rações de aves e suínos. Deste total, 70% da produção será destinado a exportação para o mercado americano. O investimento dos coreanos é na ordem de R$ 213 milhões (US$ 100 milhões) para a construção da fábrica e foi disputado pela Prefeitura de Piracicaba com outras cidades do Estado. A empresa, deve começar a operar em 2007 com geração de 250 empregos. Até 2015 serão US$ 500 milhões de investimentos, gerando 2.000 novos postos de trabalho. O investimento tem o objetivo de atender à demanda crescente pelo produto no Brasil e de transformar o país em pólo exportador para mercados importantes dentro da estratégia de negócios da CJ em todo o mundo. A mão-de-obra local será priorizada, mas a direção da empresa fica a cargo de executivos coreanos. Seis famílias já estão instalada na cidade. A empresa é originária da Coréia do Sul e tem 82 unidades na Ásia, Europa, Estados Unidos e Austrália. Sua atuação está distribuída em produtos alimentícios, biofarmacêuticos, logística e entretenimento. MERCADO O Brasil importa R$ 27 milhões em lisina por ano. Piracicaba foi escolhida porque tem, além de incentivos fiscais e facilidades de logística para escoamento da produção, abundância de matéria-prima para a produção da lisina, a cana-de-açúcar. A CJ será instalada num terreno de 980 mil metros quadrados em Itaperu, na rodovia Geraldo de Barros (SP-304) com área construída de 50 mil metros quadrados. O licenciamento ambiental para a construção da fábrica foi concedido pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) no dia 24 de janeiro deste ano. No ano passado, houve uma audiência pública para o licenciamento ambiental da empresa e os ambientalistas apontaram problemas no processo industrial como utilização de grande quantidade de água e produção de um resíduo semelhante ao vinhoto das usinas de açúcar e álcool. A construção está prevista para durar 18 meses e a estimativa é que comece a operar em 2007. Para a instalação em Piracicaba foram necessárias articulações entre o município e alguns órgãos, como Anel (Agência Nacional de Energia Elétrica), CPFL (Companhia Paulista de Força de Luz) e Comgás, todas feitas pelo secretário da Indústria e Comércio, Luciano Almeida. A empresa fatura US$ 5 bilhões por ano na Coréia e a filial de Piracicaba será semelhante a da China com uma movimento estimado de 170 carretas por dias, que serão escoadas até Santos. Além disto, utilizará cerca de 500 mil toneladas por ano de açúcar. DISTRITO O prefeito Barjas Negri (PSDB) pretende instalar no local o terceiro distrito industrial da cidade, inclusive com mais empresas coreanas. Os distritos atuais Uninorte e Unileste estão com ocupação esgotada e nos próximos dois anos a prefeitura estuda implantar uma nova área destinada a indústrias em Piracicaba. A Câmara de Vereadores alterou no ano passado o zoneamento da região para possibilitar o empreendimento. O bairro Itaperu, onde a CJ será instalada, mede aproximadamente 5 milhões de metros quadrados. Para o município, sobrariam para ser utilizados pelo menos 4 milhões de metros quadrados, gleba perfeita para sediar inúmeras outras empresas de bandeiras nacional e internacional, de médio e grande portes. A instalação da fábrica coreana vai resultar no investimento de R$ 22 milhões pela Comgás. A concessionária de gás investirá o montante para instalar 19 quilômetros de tubulações, que permitirão a passagem de gás natural até a sede da CJ. O gás vai alimentar os fornos da empresa. Leia também no Agrimídia:





















