Embaixador diz que vírus pode acarretar mudanças no comércio internacional.
Brasil monitora evolução da gripe aviária na Europa
Redação AI (10/03/06)- O embaixador do Brasil na Alemanha, Luiz Felipe de Seixas Corrêa, disse hoje que a ameaça da gripe aviária na Europa, que já provocou sanções às exportações européias de frango, pode significar alguns ajustes nas correntes internacionais de comércio. Ele afirmou que a crise que agora atinge alguns países da Europa, inclusive a França e a Alemanha, onde se detectou a presença do vírus em gatos, vem sendo acompanhada atentamente pelas autoridades brasileiras.
Temos instruções do Ministério para monitorar muito de perto a situação dos países aqui. O Brasil internamente está tomando todas as medidas necessárias para isso.
Questionado sobre a possibilidade de o setor exportativo de carne de frango no Brasil poder se beneficiar pelas restrições impostas às exportações de carne de ave de alguns países da Europa por mercados consumidores, como o Japão, o embaixador foi diplomático e evitou usar o termo “benefício”, dada a delicadeza da situação.
Leia também no Agrimídia:
- •Influenza Aviária é confirmada em aves silvestres no Rio Grande do Sul
- •Saúde Única avança como eixo estratégico para a resiliência do planeta no Anuário Avicultura Industrial de 2026
- •Exportação de carne de frango pode ser afetada por tensão no Oriente Médio
- •Rússia anuncia crédito subsidiado para ampliar exportações de frango e ovos
De certa forma, o Brasil já é um grande operador neste mercado e está presente com ou sem gripe aviária dos outros, porque o nosso setor é muito competitivo disse o embaixador.
Como a Alemanha ainda não apresentou casos de contaminação em humanos, o ministro acredita que a disseminação do vírus está sob controle:
Tenho a impressão de que pela primeira vez na História está se contendo uma pandemia no começo e que hoje a Organização Mundial da Saúde e as estruturas que existem de coordenação e de defesa e de alarme a níveis nacionais te permitem mobilizar os recursos para conter a disseminação da doença.
O embaixador lembrou ainda de seu pai, que, aos dois anos de idade, contraiu a gripe espanhola no Brasil, na década de 20, quando milhares de pessoas morreram da doença em todo o mundo:
Hoje isso não vai acontecer. Ninguém vai correr riscos. Se houver algum problema, recursos terão que ser mobilizados para isso. Mas não há até agora nenhum indício de que a coisa tenha ficado fora de proporções. Aqui na Alemanha, cada foco que descobriram foi imediatamente isolado.





















