Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
Destaque Todas Páginas
Exportação

Digitalização reduz custo da exportação de carne de frango

QRCode permitirá que a aduana do país importador possa verificar a origem do produto e a autenticidade do documento

Compartilhar essa notícia
Digitalização reduz custo da exportação de carne de frango

A partir de março, o processo de exportação de carne de frango do Brasil para a União Europeia e para o Reino Unido ficará mais fácil e mais barato para os embarcadores brasileiros. Uma portaria publicada hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) torna digital e gratuita a emissão de certificados de origem no Portal Único de Comércio Exterior, o que pode gerar uma economia milionária aos empresários do setor por ano.

O documento possibilita a entrada do produto nacional no mercado europeu ao amparo das cotas que permitem descontos na tarifa de importação cobradas por aqueles destinos. Até então, os certificados eram emitidos em papel. A versão física precisava ser enviada ao exterior para conferência das autoridades da aduana dos países de destino.

Só em 2022, foram emitidos 14,4 mil certificados ao custo de R$ 166 cada. O gasto dos empresários brasileiros com o pagamento da tarifa para a emissão foi de R$ 2,4 milhões. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, disse ao Valor que a medida vai permitir a emissão dos certificados de origem em formato digital, com assinatura eletrônica e mecanismo de verificação da autenticidade dos documentos, o que torna o processo menos burocrático e mais confiável.

A mudança foi possível graças a um alinhamento com os países importadores. “Tem um QRCode que permitirá que a aduana do país importador possa verificar a origem do produto e a autenticidade do documento”, afirmou. O certificado é gerado por smart contract firmado para a venda das agroindústrias brasileiras aos europeus.

Como as cotas de redução tarifária não foram alteradas, a medida não gera aumento nas vendas de carne de frango aos europeus, mas proporciona mais competitividade aos produtores brasileiros, com menos custos diretos e indiretos no processo de exportação, explicou Prazeres.

“É um ganho de desburocratização”, disse a secretária. O diretor de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luís Rua, disse que a medida dará mais eficiência ao setor produtivo nacional. Com os impactos da influenza aviária no continente europeu e os altos custos de produção nos países produtores com energia, o Brasil tem aumentado os embarques para a Europa. Em 2022, as exportações de carne de frango para a União Europeia foram de 237 mil toneladas, volume 23% superior ao ano anterior. Para o Reino Unido, os embarques evoluíram 2,4%, para 95 mil toneladas. Negócios de US$ 947,4 milhões.

“Esse é um pleito antigo do setor. Naturalmente, isso facilitará os fluxos de comércio, melhorará o tempo para as nossas exportações, diminuindo custos aos produtores”, disse Rua. “A notícia vem modernizar a certificação de origem, que é um importante instrumento do ponto de vista da organização das cotas que o Brasil possui com a União Europeia e com o Reino Unido. Isso faz com que o Brasil deva continuar exportando bastante para esses países.” A intenção do MDIC, agora, é ampliar a medida para outros produtos.

“Essa entrega abre a possibilidade para fazer avanços em outras frentes, como a de replicar a medida para a cota de açúcar que existe para a União Europeia e o Reino Unido também”, disse Tatiana Prazeres. “Sendo bem sucedida a experiência, temos condições de avançar para o açúcar”, concluiu.

Assuntos Relacionados
carne de frangoexportaçãofrangotecnologia
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343