Práticas resultam numa melhor uniformidade dos pintainhos na eclosão, o que reflete posteriormente em seu desenvolvimento e reduz refugos nos lotes.
Manejo pré-incubação
Redação AI 28/10/2005 Há uma correlação direta entre o peso do pintainho e o peso dos ovos, assim como o peso do pinto em seu primeiro dia de vida e com qual chegará no 14o dia, quando se completam plenamente os órgãos vitais da ave. Esta evolução incide diretamente no desempenho produtivo do frango de corte. O médico veterinário Joram Saullu, da Uniquímica, explicou que o manejo pré-incubação, com a seleção dos ovos, poderá resultar num lote mais uniforme. Ele palestrou ontem (27/10) no 6o Simpósio Técnico de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, que está ocorrendo em Camboriú (SC).
Hoje o manejo é realizado manualmente na maioria dos casos de produção de pintos de corte. Mas uma opção com bons resultados apontada por Saullu é o uso de máquinas classificadoras para a seleção dos ovos incubáveis. Elas geram uma classificação mais precisa quanto ao peso do ovo, além de identificar imperfeições como alterações na casca, sujidades, trincas, deformações e alterações de pigmentação dos ovos. “A classificação eletrônica consegue distribuir de forma uniforme os ovos para incubação e identificar estas falhas que podem comprometer a incubação”, afirma Saullu.
O médico veterinário alerta também para a necessidade de se ficar atento quanto ao controle do tempo de estocagem dos ovos, temperatura e umidade das incubadoras e nascedouros. Todas estas práticas contribuiriam na redução da presença de refugos nos aviários, o que impacta negativamente nos resultados finais dos lotes. “Depois de instalada a refugagem é muito difícil de ser revertida”, avisa Saullu.
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Situações – Dentro de um aviário, a desuniformidade no lote traz problemas como o ajuste de bebedouros e comedouros, já que a ave refugo tem um desenvolvimento menor. Não é tão difícil encontrar estas aves dependuradas nos comedouros quando estes começam a ser elevados e elas não o alcançam normalmente. Hoje a densidade nos aviários também é muito maior, gerando uma competitividade expressiva. Atualmente a média é de 17 frangos por metro quadrado. Anteriormente este índice era de 10 por metro quadrado. Embora se disponha de mais equipamentos, isto não impede um ambiente de competição entre elas. Saullu explica que mesmo o ajuste de temperatura do aviário pode ficar prejudicado, já que há necessidades diferentes entre as aves refugo e as que estão com o seu desenvolvimento produtivo normal. Mesmo retirando-as, o produtor já estará contabilizando perdas.





















