Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Sob nova direção

Ricardo Gonçalves, ex-Parmalat, assumirá a presidência da Associação brasileira de exportadores de frango (Abef).

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Redação AI 27/09/2005 – O ex-presidente da Parmalat e da Nestlé, Ricardo Gonçalves, deve ser confirmado, na próxima sexta-feira, presidente-executivo da Associação Brasileira Produtores e Exportadores de Frangos (Abef). A chegada de Gonçalves à Abef faz parte do processo de profissionalização da associação. Ontem, o executivo foi apresentado a um grupo de empresas em reunião em São Paulo. Procurado pelo Valor, Gonçalves afirmou que ainda não daria declarações, pois sua posição no cargo só será oficializada a partir da próxima semana.

Na sexta-feira, uma assembléia das empresas associadas irá se reunir para votar o novo estatuto da Abef, que prevê a profissionalização da entidade. Depois disso, será convocada eleição de um conselho com sete membros, que elegerá o presidente. Na prática, no entanto, a confirmação de Gonçalves no posto é certa, já que seu nome foi escolhido por uma comissão criada justamente com a finalidade de buscar um executivo no mercado para presidir a Abef e substituir José Augusto Lima de Sá, da Sadia, que assumiu o cargo depois da saída de Júlio Cardoso, ex-presidente da Seara Alimentos.

Conforme apurou o Valor, Gonçalves foi um nome defendido pelo presidente do conselho de administração da Sadia, Walter Fontana, mas não é consenso no setor. O executivo, que enfrentou momentos difíceis à frente da Parmalat durante a crise da empresa, é encarado como um administrador experiente, mas sem experiência política ou na área de frango.

Cláudio Martins, que participou da criação da Abef e atua como diretor-executivo da entidade, deixará a associação. A Abef foi criada há 29 anos, quando um grupo de oito empresas decidiu montar um comitê junto à Câmara de Comércio Exterior (Cacex). Na época, o grupo foi orientado pela própria Cacex a montar uma associação, conta Martins. Ele foi encarregado do estatuto da entidade e se tornou inicialmente secretário-executivo e depois diretor-executivo.

Nesse meio tempo, as exportações brasileiras de carne de frango saíram de apenas 3.469 toneladas em todo o ano de 1975 para 2,424 milhões de toneladas em 2004, quase 700 vezes mais, segundo a Abef. O maior avanço ocorreu nos últimos anos. Em 2000, por exemplo, o Brasil exportou 770,5 mil toneladas, com uma receita de US$ 875,3 milhões. Este ano, as vendas já alcançavam 1,8 milhão de toneladas até agosto, com receita de US$ 2,2 bilhões.

Em grande medida, as vendas externas de carne de frango avançaram nos anos recentes porque o Brasil ganhou competitividade e também foi beneficiado por problemas sanitários em países concorrentes, como a Tailândia, que teve epidemia de influenza aviária. E é na questão sanitária que deve estar o maior desafio de Gonçalves, avalia Cláudio Martins. Ele afirma que o novo presidente terá a tarefa de avançar em questões como a regionalização no setor avícola para evitar um eventual embargo às vendas brasileiras no caso de a doença chegar ao país.

“É preciso estar preparado com medidas adequadas [para enfrentar a doença]”, comenta Martins.


 

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