Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,39 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,81 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,49 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,25 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,72 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,94 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,93 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,32 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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USDA prevê avanço da soja sul-americana em 2005/06

Fatia de Brasil e Argentina nas exportações globais chegará a 47,4%.

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Da Redação 15/08/2005 – Relatório sobre oferta e demanda de grãos nos mercados americano e mundial divulgado na sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostra que deverá voltar a crescer, na safra 2005/06, a participação da soja sul-americana nas exportações globais do produto.

No relatório, o USDA reduziu sua estimativa para os embarques americanos no novo ciclo de 30,89 milhões de toneladas (previsão de julho) para 29,80 milhões. Na mesma comparação, o órgão reviu as exportações brasileiras de 22 milhões para 23,01 milhões de toneladas, e elevou a projeção para as vendas argentinas ao exterior de 8,4 milhões para 8,7 milhões de toneladas.

Com isso, Brasil e Argentina – os dois maiores exportadores de soja da América do Sul – deverão responder, juntos, por 47,4% de exportações mundiais estimadas em 66,88 milhões de toneladas em 2005/06. A fatia dos EUA, se confirmados os ajustes efetuados pelo USDA, será de 44,6%.

Em 2004/05, com embarques globais estimados pelo USDA em 62,69 milhões de toneladas, a participação dos EUA chega a 47,8% e a de Brasil e Argentina, a 44,2%. O cenário para 2005/06 é de retomada porque em 2003/04, ainda de acordo com o USDA, os EUA responderam por 43,2% das exportações mundiais de soja e Brasil e Argentina representaram 47,5%.

Esses movimentos no tabuleiro global das exportações não passaram despercebidos pelo analista Renato Sayeg, da Tetras Corretora, que lembrou que o avanço sul-americano era uma tendência até os problemas (custos elevados, quebra de safra no Sul e real apreciado) enfrentados pelo Brasil em 2004/04.

Também chamou a atenção de Sayeg o fato de o novo relatório do USDA prever um aumento da oferta mundial do grão de 1,15% em 2005/06 em relação à temporada anterior, enquanto a alta da demanda, na mesma comparação, passou a ser estimada em 5,41%. No relatório divulgado em julho, o órgão previa aumento de 2,51% da oferta e de 4,85% na demanda. No caso da demanda, o USDA manteve sua projeção para as importações chinesas em 27 milhões de toneladas.

Afora essas mudanças, o relatório foi considerado “morno” por analistas brasileiros e estrangeiros. Mesmo a revisão para baixo da produtividade das lavouras americanas em 2005/06 em virtude de problemas climáticos – de 44,7 (previsão de julho) para 43,4 sacas por hectare – já era esperada, como observaram os analistas Fernando Muraro e Daniele Siqueira em boletim da Agência Rural.

Assim, as cotações do grão em Chicago recuaram na sexta-feira, pressionadas, segundo traders americanos, pelas perspectiva de clima favorável às lavouras do Meio-Oeste dos EUA no curto prazo. Os contratos com vencimento em novembro caíram 2,25 centavos de dólar por bushel, para US$ 6,48.

Já os contratos de milho e trigo sentiram, sim, os efeitos do relatório divulgado na sexta pelo USDA. E nos dois casos houve queda.

Para o milho, o órgão revisou para baixo a produção e os estoques finais americanos e globais, mas os ajustes ficaram acima da expectativa do mercado e as cotações caíram. Os papéis para entrega em setembro fecharam a US$ 2,1775 por bushel, em queda de 7,25 centavos de dólar. A queda na projeção para a produção dos EUA, como lembrou a Safras & Mercado, reflete a estiagem no Meio-Oeste, fator que também reduziu a estimativa para a produção de soja do país em 2005/06.

A queda do milho ajudou a determinar a baixa do trigo em Chicago, mas aqui também pesou a previsão do USDA de elevada oferta nos EUA e no mundo, ainda que os dois números também tenham sido revisados para baixo. Os contratos com vencimento em setembro perderam 5 centavos de dólar por bushel e encerraram o pregão de sexta-feira a US$ 3,2125. Na bolsa de Kansas, os futuros para entrega no mesmo mês recuaram 1,25 centavo, para US$ 3,4125.

 

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