Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,68 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,80 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.093,06 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 222,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,13 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 187,56 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 197,23 / cx

Preparando-se para exportar

De olho no mercado externo, a suinocultura paulista vem trabalhando forte para concretizar seu projeto de internacionalização. Tema foi discutido ontem (06/06) no Ciclo de Eventos da APCS.

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Preparando-se para exportarRedação SI 07/06/2005 – O suinocultor paulista está de olho vivo nas oportunidades do mercado internacional. Altamente tecnificada, com altos índices de produtividade e ostentando um bom status sanitário – pré-condições indispensáveis para o ingresso nesse competitivo mercado – a suinocultura paulista quer agora estabelecer uma participação ativa no exigente mercado internacional de carne suína.

A iniciativa é vista pelos suinocultores do estado como um importante mecanismo de proteção da produção suinícola paulista contra as cíclicas variações econômicas do setor. “O mercado interno sempre foi e sempre será nossa prioridade”, explica Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). “Entretanto, o suinocultor paulista vê no mercado internacional uma excelente opção para escoar sua produção em tempos de crise. Se o mercado interno vai mal poderemos ofertar nossos produtos lá fora e, consequentemente, enxugar o excesso de oferta”, argumenta.
O assunto pautou as discussões da última edição do Ciclo de Eventos, promovida ontem (06/06) pela APCS, no auditório da Cati, em Campinas (SP).

O encontro, que teve como tema “Mecanismos para exportar”, reuniu cerca de 70 pessoas e foi uma mostra concreta de que o setor suinícola paulista vem centrando esforços para concretizar o seu projeto de internacionalização.

Para as apresentações foram convidados representantes estratégicos. Estiveram presentes no evento o Secretário Estadual da Agricultura e Abastecimento, Duarte Nogueira, o Delegado Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária de São Paulo, Francisco Sérgio Ferreira Jardim, o Diretor Executivo da Abipecs, Pedro Camargo Neto e o Deputado Federal e proprietário do Frigorífico Estrela, Vadão Gomes.

Projeto antigo – Embora o mercado doméstico seja o principal foco da suinocultura paulista, já faz algum tempo que os suinocultores do estado vêm trabalhando forte para viabilizar seu ingresso no mercado internacional. Um passo decisivo nesse sentido foi a criação do Selo Suíno Paulista.

Preparando-se para exportarResultado de dois anos negociações entre a APCS e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o Selo Suíno Paulista foi criado para determinar a origem da carne produzida no Estado. As normas técnicas estabelecem regras para uma produção suinícola em total conformidade com o meio-ambiente, bem-estar animal, alimentação animal, rastreabilidade, entre outros requisitos. “Essa chancela dá aos consumidores brasileiros garantias totais da produção da carne suína produzida em São Paulo e também vai de encontro às principais exigências dos países importadores”, explica Ferreira. Vale ressaltar que as empresas participantes do Selo são auditadas e certificadas pela Fundação Vanzolini.

O objetivo final dos suinocultores paulistas é a formação de um pool de empresas, todas participantes do Selo Suíno Paulista, para então, via um órgão agenciador, viabilizar sua participação no mercado internacional de carne suína.

O presidente da APCS entende, no entanto, que é preciso uma maior organização do setor e uma parceria mais efetiva com o governo federal e estadual para concretizar as exportações suinícolas do Estado. Segundo Ferreira, ainda faltam ajustes importantes. Um deles é no aspecto sanitário. “Para que consigamos exportar precisamos contar com um programa de defesa sanitária compatível com as exigências do mercado internacional”, explica Ferreira.

Preparando-se para exportarUm dos palestrantes do evento, Duarte Nogueira, secretário Estadual de Agricultura, deu total apoio ao projeto de internacionalização dos suinocultores paulistas. “A exportação é uma importante ferramenta para a criação de empregos. Portanto, qualquer esforço nesse sentido é sempre bem vindo”, afirmou. De acordo com ele, a questão sanitária é uma das prioridades da Secretaria Estadual de Agricultura. “Estamos assinado vários convênios que permitirão que a defesa sanitária seja intensificada em nosso estado”, informou.

Outro requisito citado pelo presidente da APCS para viabilizar as exportações suinícolas do Estado é a criação de um Fundo Sanitário (através de uma parceria entre os setores público e privado) que permita a implementação de políticas sanitárias. “A criação desse Fundo nos daria condições de implantar políticas sanitárias, sobretudo preventivas e emergenciais, para que o setor possa efetivamente mostrar aos países importadores que o Estado tem uma estrutura sanitária sólida e eficiente”, argumenta Ferreira.

Nesse aspecto, mais uma vez o encontro se mostrou bastante produtivo. Ferreira Jardim, delegado do Mapa de São Paulo, se prontificou em agendar uma reunião com os demais segmentos produtivos de proteína animal do Estado, avicultura e bovinocultura, para que juntos os três setores possam discutir a formação do Fundo Sanitário.

O Ciclo de eventos ainda foi palco para a assinatura de seis novas adesões ao Programa Selo Suíno Paulista. Com a adesão dos seis novos suinocultores o Estado de São Paulo conta agora com 13 mil matrizes com o selo de qualidade de Suíno Paulista. A Meta da APCS é elevar essa marca para 20 mil matrizes até o final do ano. “É uma vitória para a suinocultura paulista e de toda a cadeia produtiva, pois a partir de agora podemos dizer que 10% de nosso plantel têm uma certificação de origem”, afirmou Ferreira.

Background – A fim de mostrar aos suinocultores paulistas o “modus operandi” do mercado internacional de carne suína e implicações desse tipo de operação, a APCS convidou para o evento dois especialistas bastante familiarizados com o assunto.

Preparando-se para exportarEm sua apresentação, o Ferreira Jardim falou sobre os desafios do Brasil no mercado internacional de carne suína. Segundo ele, o principal desafio do sistema produtivo suinícola é a defesa sanitária e citou a Febre Aftosa como um obstáculo para o aumento das exportações brasileiras. “É preciso que todos os elos da cadeia suinícola, em parceria com o governo, se engajem na erradicação da Febre Aftosa”.  Jardim citou a ocorrência dos dois focos de Aftosa no ano passado (um no Pará e outro na Amazônia) mostrando o quanto a enfermidade pode prejudicar as exportações do setor. “Os focos de aftosa fizeram com que até as exportações de carne de frango fossem suspensas imagine as do próprio setor”.  Segundo ele, a distinção entre países livres e não livres de Aftosa define o comércio mundial de carne suína fresca, resfriada e congelada.

Jardim também chamou a atenção dos suinocultores para a importância do controle e erradicação de outras enfermidades suinícolas como a Febre Suína Africana, Peste Suína Clássica e Aujeszki. “Barreiras sanitárias são muito fáceis de serem criadas. Essa é uma realidade do comércio internacional”, alertou.

De acordo com Jardim, o Governo brasileiro vem trabalhando pesado para a abertura de novos mercados para a carne suína brasileira. As empresas interessadas em participar do mercado internacional, no entanto, argumenta, precisam fazer a lição de casa e estar preparadas para atender as exigências dos países importadores. “Os países importadores são muito exigentes. Para exportar as empresas têm que atender a uma série de requisitos e isso demanda uma boa estrutura”, adverte.

Vetor de modernização – Na outra apresentação, Pedro Camargo Neto, diretor executivo da Abipecs, falou sobre como o Brasil vem trabalhando para ampliar sua participação no mercado internacional de carne suína e sobre as exigências dos países importadores.

Segundo ele, a exportação funciona como um importante vetor de modernização de qualquer setor produtivo. “Embora o consumidor interno seja nosso maior patrimônio é a exportação que faz o setor suinícola crescer a grandes índices”, afirma. Camargo comparou o mercado internacional a uma corrida de obstáculos. “E o primeiro e mais difícil obstáculo é a questão sanitária”. Segundo o diretor executivo da Abipecs, um dos maiores desafios atuais do setor suinícola é a erradicação da Febre Aftosa. “O Brasil precisa de avanços mais rápidos nessa batalha”, afirma.

De acordo com Camargo, embora esteja trabalhando para ampliar sua participação no mercado internacional o Brasil ainda não está preparado para receber novas missões de países bastante exigentes como os da União Européia e Japão. “Esses países são muito exigentes e se o Brasil quer vender para eles tem que estar preparado para recebê-los, mostrar o que temos de bom e, principalmente, trabalhar para corrigir nossas deficiências”, afirma.

Segundo ele, a o Brasil precisa promover o aprimoramento de sua estrutura sanitária antes de pleitear o mercado desses países. O Brasil tem que demonstrar, argumenta, que está efetivamente preparado para reagir imediatamente no caso da ocorrência de algum evento sanitário. “Isso exige que o País tenha escritórios de defesa animal em todos os estados produtores, veterinários treinados em cada escritório, rebanhos cadastrados, um controle efetivo do todo o trânsito dos animais etc.”, explica. “O Brasil tem tudo isso, mas ainda com algumas deficiências. É preciso corrigir essas deficiências para que possamos receber essas missões”, avalia o diretor executivo da Abipecs.

Bomba relógio – Camargo traçou também algumas perspectivas para o setor suinícola para este e o próximo ano. Segundo ele, o setor vem aumentando sua produção, fato que pode causar um desequilíbrio entre oferta e demanda no ano em 2006. “Temos uma bomba relógio armada. Se não abrirmos novos mercados o setor terá problemas em 2006, pois será obrigado a fazer o ajuste do prejuízo”. Segundo Camargo, o Brasil deve fechar 2005 com um aumento de 10% em suas exportações. “Deveremos exportar este ano cerca de 550 mil toneladas, o que garantirá um bom ano para a suinocultura brasileira”, diz.

De acordo com Camargo, o quadro serve de alerta, mas não deve ser interpretado com pessimismo pelos suinocultores. “O aumento da produção é resultado de uma melhor produtividade, de tecnologia, de um bom ano que se passou no qual o produtor se capitalizou e estes são fatores positivos”, diz. “Mas significa que em 2006 teremos uma produção maior e precisaremos exportar mais, já que não é fácil fazer crescer a demanda interna rapidamente”, explica.

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